Blog As-Artes
Amar é linha - Conte estórias de ninar (conto) - 19Mar2010 12:56:00
Amar é linha - Conte estórias de ninar (conto)Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/amar-e-linha-conte-estorias-de-ninar.html
Paralelo41 - 19Mar2010 12:37:00
Trabalho realizado para o conjunto DJ's "Paralelo41", traço inspirado na arte urbana com referencias pop a mistura, lapis em papel e colorido em Photoshop.Mais trabalhos em http://cosmic-rocket-man.deviantart.com/
Pedro Carvalho 19/03/10
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/paralelo41.html
xô, xô, o palco agora é meu - Outros textos - Poemas e Cartas - Luso-Poemas - 19Mar2010 12:22:00
xô, xô, o palco agora é meu - Outros textos - Poemas e Cartas - Luso-PoemasFonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/xo-xo-o-palco-agora-e-meu-outros-textos.html
hoje sim amanhã não - 19Mar2010 11:37:00
Era terrível se não houvesse amanhã.Se soubéssemos que isto tudo, pum.
E as bibliotecas em chamas.
E os heróis sem nada a fazer.
E os poetas com dores intestinais.
Eu chupava um rebuçado e aguardava serenamente o desfecho,
saldando os pecados,
preparando duas mudas de roupa lavada,
uns quantos cigarros para o caso de a viagem para o outro lado ser longa.
Depois ligava a uns bons amigos e contava-lhes a última adivinha do século
ao mesmo tempo que lhes recomendaria calma.
Afinal de contas amanhã vamo-nos todos encontrar. Só que em outro lugar.
Despedia-me dos pássaros e das árvores,
olhava a terra com a leveza de uma música gregoriana,
aos meus vizinhos era um até já.
E, se ainda restasse um tempinho, terminaria um poema que anda comigo às voltas pelo mundo.
Algo sobre o amor de um peixe com uma gaivota.
Claro que tudo isto não passa de uma suposição já que ninguém vem cá dizer que esta loja universal vai encerrar para obras.
Divirto-me a calcular suposições, a tirar partido da minha ironia.
A fé está criando versões do original.
Os homens lamentam-se por saberem que a vida não é uma vida inteira.
Bem, já estou atrasado, já escuto um comboio a apitar que, por certo, fascinado em cortar os montes e os céus.
Se não houvesse amanhã acenderia um cigarro com os dedos,
dizia a deus: espera aí que já vou,
corria até ao mar para lhe dizer: sinto muito.
A dúvida é sim a maior certeza.
Amanhã pode estar calor mas o frio conserva melhor, até os pensamentos.
Portanto, antecipo a minha morte para amanhã,
porque hoje, ó porque hoje posso não estar aqui.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/hoje-sim-amanha-nao.html
- 19Mar2010 10:52:00
"Sou um menino que vê o amor pelo buraco da fechadura.Nunca fui outra coisa.
Nasci menino, hei-de morrer menino. E o buraco da
fechadura é, realmente,
a minha óptica de ficcionista. Sou (e sempre fui) um
anjo pornográfico."
Nelson Rodrigues
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/sou-um-menino-que-ve-o-amor-pelo-buraco.html
A lei da Rolha?ou será do Galo? - Outros textos - Poemas e Cartas - Luso-Poemas - 18Mar2010 23:02:00
A lei da Rolha?ou será do Galo? - Outros textos - Poemas e Cartas - Luso-PoemasFonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/lei-da-rolhaou-sera-do-galo-outros.html
Vozes de Burro não chegam ao céu - 17Mar2010 10:15:00
O ronco do S. Pedro ouvia-se por todo o Céu. Todos os anjinhos sabiam que depois do almoço o homem das chaves recolhia aos seus aposentos para descansar a sesta.
Depois de uma boa refeição, mesmo um santo e com pergaminhos na arte dos sacrifícios não resistia ao cair dum desassossego da bílis.
Ali, naquele espaço, não fazia calor, isso era coisa do Inferno. As temperaturas do Céu eram climatizadas, mas os hábitos terrenos de quem andou nos desertos da Galileia tinham viajado até ao Paraíso com o seu dono. Tinham sido tempos difíceis, agora era hora de aproveitar o descanso merecido e, todos os dias, aquela hora era sagrada, não vivesse ele num local sagrado.
Ouve-se um leve bater na porta. Diria até que era um batimento tímido?
S. Pedro acorda estremunhado e com voz irritadiça pergunta:
- Quem é?
Não havia diferença entre o timbre de voz e o ronco da sesta.
O Anjo que secretariava o S. Pedro, ainda novo nestas funções, tinha chegado ao Céu havia menos de duas semanas, envenenado por uma mulher que o atraiçoava com o padre da paróquia e, para não criar problemas à Santa Sé, arranjaram-lhe aquele lugarzinho para comprar o seu silêncio. Sim, porque ele também andava metido com a mulher do sacristão, que por sinal era filha do Padre.
- Sua eminência, está aqui um senhor que diz que é poeta do Luso Poemas. Eu já lhe disse que sua eminência estava a dormir, mas ele insiste em falar com sua eminência!
- Diz-lhe para vir mais tarde! Diz-lhe que estou ocupado, estou em oração e recolhido na cela em penitência.
- Sua eminência desculpe, mas já lhe disse isso tudo como me ensinou, mas ele insiste em ser atendido! Ameaçou até que, se não o atendesse rapidamente, fazia tal chinfrim que o Céu todo iria ficar apavorado, e assim todos ficariam a saber o que o traz por cá.
S. Pedro irritado e já sem paciência, voltou a repetir mas com uma voz que mais parecia um motor gripado?
- Diz-lhe que venha cá mais tarde ou mando-o para o Inferno!
- Sua eminência desculpe insistir, mas também já lhe disse isso. O poeta respondeu que do Inferno veio ele, e pelo que diz, Satanás não o aceitou. Está de cabeça perdida, e na minha opinião, está a passar das marcas e, segundo ele diz, do Luso Poemas não entra ninguém no Inferno, pois todos os que lá entraram, até à data, transformaram o Inferno num verdadeiro Inferno. Sua eminência desculpe, mas ouve-se em surdina por aqui, que o último poeta do Luso que entrou no Inferno, ao fim de meia dúzia de horas, armou semelhante burburinho que nem a intervenção do Diabo que estava de serviço conseguiu acalmar os ânimos. Foi necessária mesmo a intervenção de Lúcifer para fazer baixar a temperatura. Saiba também sua eminência que tudo isto aconteceu por causa de um comentário a uma poetisa, a dita senhora andava no Inferno com um casaco de pele de leopardo! Compreende-se, com aquele calor e a flustreca a pavonear-se de casaco e botas de saltos altos, e pior, de cachecol de lã! E ainda por cima, os poetas machos não tiravam olhos da sirigaita. Todo o dia era beijinho para ali, beijinho para acolá, e as outras que andavam de biquíni e fio dental, sentiram-se ameaçadas e com toda a razão, uma pouca-vergonha!!! O que faço Eminência?
- Meu filho, o que é que ele disse que fazia se não o atendesse?
- Disse que berrava!
- Então não ligues, deixa-o berrar, vozes de burro não chegam ao céu. Fecha a porta, e não voltes a incomodar-me quando estou a meditar, muito menos por poetas do Luso Poemas.
Se criar muitos problemas fala com o chefe, e diz-lhe que o melhor é fazer um milagre e mandar outra vez o gajo para baixo. Não quero aqui corja dessa, só trazem problemas! Agora vai?
José Luís Lopes
José Luís Lopes
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/vozes-de-burro-nao-chegam-ao-ceu.html
Amar é linha - Fantasias - 16Mar2010 13:37:00
Amar é linha - FantasiasFonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/amar-e-linha-fantasias.html
- 15Mar2010 14:50:00
Amorpeço-te que juntes todas as estrelas num monte
e mostra-me o pormenor do hálito do silêncio
Põe a escada pensativa para descer e vê quem sou
Abraça-me com modos às cegas
desse modo saberás então que em meu corpo o xisto brilhará
Escrevo porque o vinho é coisa muito
Se pensas que a Verdade não existe
Experimenta o diálogo com as águas
Os peixes virão à tona segredar-te
O que é o amor
Essa beleza predadora
Amor
O movimento de translação só é possível com a força do ódio
Mandemos parar o Tempo com um grito
Antes que a boca mastigue em vão
E o polvo que habita algures no corpo ressuscite
Não faças do silêncio uma eterna apólice
Recusa essa sábia beleza
Em minhas mãos terás o conhecimento da terra que fora revolvida
Onde o silêncio defeca com serenidade
Sei lá que montanha me dedica o seu desnorte
Sei lá que horizonte combina com o meu traje de poeta
Sabias que tenho vindo a adiar sucessivas mortes
E nada me deste
Lembro que em teu corpo perdi a consciência
Agora ando por aí como o fruto que não vai ter a mão nenhuma
Enrolado no útero da terra
Onde um bicho morde o ânus
Amor
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/amor-peco-te-que-juntes-todas-as.html
?Não é necessário ser sábio para se escrever? - luciusantonius - 14Mar2010 21:21:00
Esvaio-me.
Liberto os excessos
De um dia de solOuvia
Eu sabia que tinha que ouvir
Sabia, apenas porque sabia
Então, ouvi encantado
Apenas, porque pude ouvir
A voz trémula? Não!
Divinas pausas
Aplaudiam o silêncio
(o silêncio também tem os seus direitos)
Sentia, sentia, senti:
Nunca a humildade chegou tão bem vestida
Ouvia, ouvia, ouvi:
?Não é necessário ser sábio para se escrever?
Arrepiei-me.
Um sábio, sabiamente
Em sua casa
Humildemente
Entregou-me um foral
Para sempre escrever
Na sua festa
No seu dia
O Sábio deu-me tudo,
De tudo
O futuro calou-se
Eu vou escrever para sempre
Tenho um foral
De um Sábio
Caro Amigo, foi uma honra poder partilhar esse dia tão especial a seu lado.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/nao-e-necessario-ser-sabio-para-se.html
Amar é linha - Livre - 12Mar2010 13:04:00
Amar é linha - LivreFonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/amar-e-linha-livre.html
«« Palhaço «« - 11Mar2010 14:39:00

Experimenta a olhar-me
Olhos nos olhos, talvez vejas
Uma tristeza crua a enlaçar-me
E não aquilo que desejas
A sina do palhaço
É agilizar a vida, dar-lhe asas
Fazer esquecer as horas tortas
O circo da sua existência, é baço
Como baço é o sentar-me
Na bancada de pau e esperar
As gargalhadas, esquecendo o olhar
Triste do homem, em risos de aço.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/palhaco.html
ESCRITOS Online - 11Mar2010 11:57:00
Por sugestão de alguns amigos, organizei e publiquei em livro centenas de comentários que postei em vários sítios na Net, ao longo de quase três anos, de 2007 a 2010, sobre dezenas de autores lusófonos, dispostos por ordem alfabética, de A a Z.Os nomes dos autores comentados estão listados no blogue
http://escritosonline.blogspot.com/
que contém uma hiperligação para a editora que está a comercializar o livro, a «Sítio do Livro».
Sem falsas modéstias, parece-me um trabalho pioneiro a ser seguido por quem não desfaz e não se desfaz dos escritos na Net, dedicando imensas e boas horas à comunicação e à aprendizagem online.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/escritos-online.html
O SEM-ORELHAS - 10Mar2010 08:49:00
É assim porque é. Nasceu assim. Com aquele defeito horrível, cria impressão e nojo para alguns. Nasceu sem orelhas.
Agora imagina uma cabeça sem orelhas, sem onde teres amarrar a haste dos óculos, sem teres aqueles dois pedaços insignificantes de carne, que nas mulheres passam despercebidas porque cobrem-nas com os cabelos longos.
Estás a imaginar este homem, a caminhar pela rua, a ser olhado, a ser comentado, a ser motivo de riso para alguns badamecos. Diz-me, aproxima-te, gostarias de andar pelas ruas assim, sem orelhas, só com um buraco de cada lado da cabeça, que é o que tem este homem? Olha que eu não. Não ter orelhas é quase como não ter boca para falar.
Se fosse não ter uma mão, sempre dá para disfarçar, metendo o punho da camisola que esconde o toco, dentro do bolso, fazer de conta que tem. Mas na verdade ela não está lá. Mas só tu sabes. Este caso é diferente. Podes colocar um chapéu que toda a gente vai reparar e dizer: olha aquele não tem orelhas.
E quando foste criança estás a ver o filme. Todos os amigos a reinar, a apontar o dedo e tu, a esconderes-te no fim da sala, tão calado que parece que nem ali estás.
Ficas feito anormal a fazer de conta que a vida não é nada contigo. A solidão a dizimar-te por completo. Ficar em casa o mais tempo possível, ter vontade de escarrar no espelho sempre que te vês. Porque és feio. Diferente. Não tens orelhas. Tens um buraco de cada lado na cabeça. E és capaz de chorar por ali. Não sei, nunca vi, estou a supor. Deixa-me supor que sou feliz. Tenho orelhas.
O homem é triste, tenta disfarçar mas é pior. Deixa crescer o cabelo como as mulheres e isso dá-lhe alguma vantagem. Tem dias que menos mal. Quando está vento é pior. Levanta-se o cabelo e nota-se que não tem orelhas.
Por isso evitas sair de casa quando está vento, não é assim?
Conta-me.
Como é sair à rua e ser olhado de maneira incalculável.
Tanto que te olham que o teu rosto está gasto. Sei que ignoras porque tens uma força vinda de uma mulher que tu amas.
Mas ela não sabe que tu não tens orelhas e por isso ela passa-te bola. Ela pergunta porque é que não cortas o cabelo dos lados e tu mudas a conversa.
No outro dia ela quis te tocar e tu não deixaste. Iria saber logo ali, que tu não tens orelhas.
E podia dizer não, ou dar-lhe uma coisa má no estômago.
O teu medo é que estás a crescer e o cabelo vai começar a cair e depois não há como disfarçar verdadeiramente.
Os buracos vão ficar a apanhar ar, à vista de todos, na boca do mundo.
Serás falado pelo que não tem orelhas. És um caso de silêncio.
Fala.
A tua mãe já cá não está para te pentear como fazia dantes. Tão bem arranjadinho que criava suspeita pois não se notava aquele altinho no cabelo.
O pior foi quando os teus amigos souberam. Ainda que escondesses o não ter orelhas debaixo do cabelo eles sabiam que não tinhas.
E vinham quatro ou cinco amarrar em ti para confirmar.
E viam à força que tinhas um buraco de cada lado. E espreitavam lá para dentro, como se quisessem ver o que há em ti.
E tu choravas por não conseguires te defender. Eles eram quatro ou cinco. Ou talvez sonhasses com isso a noite inteira. Agora estou confuso. Tens que me dizer.
Tu dizias aos amigos que elas iam crescer.
Foi o que o médico te disse, para te consolar. Depois soubeste que as orelhas não crescem como cresce as unhas e o cabelo.
Depois soubeste que as raparigas não gostam de rapazes que não têm orelhas. Desculpa eu estar sempre a dizer que não tens orelhas. Não quero com isto te amedrontar. Pior é não ter alma, vai por mim. Agora és grande e estás a ficar careca.
A mulher que tu amas vai partir com certeza. Ela vai saber mais dia, menos dia.
Ou, espera lá, será que ela não sabe mesmo?
Ou será que ela também esconde alguma coisa?
Eis a questão: por muito ou quase nada sejam as dúvidas ou as certezas só o amor é que quebra as grandes muralhas.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/e-assim-porque-e.html
Amar é linha - Vista do Pico do Papagaio - 09Mar2010 11:05:00
Amar é linha - Vista do Pico do PapagaioFonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/amar-e-linha-vista-do-pico-do-papagaio.html
MULHER, SIMPLESMENTE MULHER - 09Mar2010 02:44:00
havia o perfume de mil flores,
no luar, fui ao jardim; pé ante pé.
vi entre as folhagens e os espinhos,
florindo, lá estava tu, Mulher.
Mulher é insubstituível fragrância,
preservada em frasco de cristal.
é cheiro, é cio, é pura essência,
faz-me tua presa, domínio sobrenatural.
se fome e sede, de ti que me sacio,
dos teus seios, do teu colo, é prazer.
sou homem e animal, na sua teia,
envolvido nos teus braços, e querer.
Mulher canção mor contagiante,
melodia para ninar os querubins.
é murmúrio de riacho na alcova,
é desejo, e unicamente pra mim.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/mulher-simplesmente-mulher.html
- 08Mar2010 14:07:00
Se a mão escreve com o tinteiro da almaLogo prefiro uma escrita azul
Como o leopardo que pari em poema branco
Daqui em diante escreverei frutos
E com os dedos em chamas acenderei as palavras e as mulheres nas ramadas
Se me recolho como o verão se recolhe para ver entrar a chuva
É dia de dizer aos amigos que volto já e apagar distâncias
Se o sol abrisse uma loja em cada esquina a felicidade teria bons preços
E a cada instante cobria-se o precipício com valentia
Escrevo pelas manhãs porque é nas manhãs que a língua acorda
para o milagre
E saibam que não há fenómeno no fígado que derreto
quando o azul da tinta se acaba.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/se-mao-escreve-com-o-tinteiro-da-alma.html
O meu voo - 08Mar2010 12:32:00
Não encontro palavras,No brotar de um poema,
Nem o verso que conjuga alvorada,
Nem o grito denso que abre as janelas,
Da conjugação das estrelas
Que acendem a minha noite.
Recolho o olhar do voo de uma borboleta,
Deitando-me na pedra esculpida
Esperando um novo amanhecer,
Contando os traços dos filamentos do gesto.
No silêncio esperei,
Que o vento inspirasse em segredo,
Guardando no templo do meu peito,
O eterno cântico dos sonhos
Da poesia que corre em mim.
Neste casulo,
As águas rompem no rosto,
Entoando letras tecidas nas mãos
Nascendo sílabas que a boca prenuncia,
Na espuma do ventre
Deste desejo de voar.
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/o-meu-voo.html
Amar é linha - O homem que amo - 08Mar2010 05:01:00
Amar é linha - O homem que amoFonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/amar-e-linha-o-homem-que-amo.html
- 07Mar2010 20:58:00

MULHER, SER DE LUZ DIVINAMENTE CONCEBIDA!
(Homenagem ao Dia Internacional da Mulher)
08 de março de 2010.
.
Ah Mulher! Como és bondosa, educadora
Que mesmo na azáfama do dia-a-dia
Educas a prole com paciência e sabedoria
Que brotam de tu?Alma protetora.
.
Protetora e geradora pelo desejo de Deus
Abençoando-lhe com o dom Sagrado da gestação
E um Amor de Maria pelos filhos teus,
Infinito, eternamente gravado no coração.
.
És a fonte suprema da Vida,
Uma terna poesia dos cantares de Salomão,
Inspiração dos poetas e de toda uma nação.
Ser de Luz Divinamente Concebida!
.
És a flor singela desabrochada no jardim,
Exalando ternura e um doce frescor
De perfume no ar com cheiro de jasmim.
Tu és o verdadeiro Manto sublime do Amor.
.
Enfim, és Mulher, Mãe, dedicada
Esposa, amante, amiga, companheira,
Nasceu pra amar e ser amada, guerreira,
Mas sem perder sua essência delicada.
.
Elias Akhenaton
(Homenagem ao Dia Internacional da Mulher)
08 de março de 2010.
.
Ah Mulher! Como és bondosa, educadora
Que mesmo na azáfama do dia-a-dia
Educas a prole com paciência e sabedoria
Que brotam de tu?Alma protetora.
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Protetora e geradora pelo desejo de Deus
Abençoando-lhe com o dom Sagrado da gestação
E um Amor de Maria pelos filhos teus,
Infinito, eternamente gravado no coração.
.
És a fonte suprema da Vida,
Uma terna poesia dos cantares de Salomão,
Inspiração dos poetas e de toda uma nação.
Ser de Luz Divinamente Concebida!
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És a flor singela desabrochada no jardim,
Exalando ternura e um doce frescor
De perfume no ar com cheiro de jasmim.
Tu és o verdadeiro Manto sublime do Amor.
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Enfim, és Mulher, Mãe, dedicada
Esposa, amante, amiga, companheira,
Nasceu pra amar e ser amada, guerreira,
Mas sem perder sua essência delicada.
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Elias Akhenaton
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/mulher-ser-de-luz-divinamente-concebida.html
Mulher - 07Mar2010 15:15:00
Vamos hoje comemorar a passagemEm homenagem a todas as mulheres
As amadas e amantes,
As dedicadas e ficantes,
As obesas, as esculpidas, as baixinhas, as fininhas,
As interessantes e desinteressadas,
As masculinas e as transformadas,
As alegres e sadias,
As sexualizadas e assexualizadas
As cachorras e as gatinhas,
As felizes e gostosas
As meretrizes
As ricas ou tristes
Às singelas inibidas
As patricinhas saltitantes
As mães que plantam a flor do amor
E recolhem o dissabor
As avós mulheres duplamente mães de seus filhos e netos,
As esposas delicadas
As que colhem ternura
As que não implantaram nenhum pensamento
E que aceitaram os desígnios
As mulheres corteses e submissas
As mulheres trabalhadoras que disputam terrenos
As mulheres nobres
As administradoras e empreendedoras
As batalhadoras e enérgicas
As que nos libertam e nos representam
As casadas, divorciadas, separadas, amigadas, agrupadas e as solteiras
As mulheres que eram homens,
E aos que se sentem mulheres,
Femininas, livres, libertas ou as prisioneiras, e doentes
As escravizadas, ai é demais!
Vamos renovar as atitudes!
Vamos refletir sobre os caminhos da Humanidade,
Valorizar o amor e a relação carinhosa
Verdadeiramente agir a favor do mundo
Amar o meio ambiente e a vida
E no geral, uma faxina na alma!
Porque hoje Mulher,
É dia de festejar e curtir
Ganhamos mais um dia!
Hoje é o dia da Mulher!
Seja Feliz!
Dia Internacional da Mulher!
8 de março de 2010.
Diana Balis
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/mulher.html
A Papoila - 06Mar2010 20:45:00
FRANZ MARC - animal solitário contempla a imensidão
Tenho horas dentro de mim em que apenas a zanga é capaz de aliviar a dor. Assim, e com uma vontade enorme de ser mau, parti para este escrito como se de um chicote fosse a estalar em corpo pecador. A dor, que até a tinta abalar da caneta era insuportável, passou instantaneamente a perdão. Milagre, pensaria qualquer crente louco por ter de acreditar forçosamente em Deus para sobreviver. Ser jovem é a desculpa vestida de analgésico para todas as parvalheiras construídas. Incrível é que, mesmo os retratos mal guardados, agrilhoados ainda ao passado, foram imagens difíceis de criar: os sorrisos nem sempre são sérios, e as lágrimas correm muitas vezes por ruelas estreitas de alegria.
Mas não há mal que sempre dure! A morte está por aí! Mais dia, menos dia, e ao contrário da cor que a identifica, o negro vestirá de desespero por saber que também ela morrerá com a vida que leva. Para trás ficarão as palavras escritas, os poemas, as crónicas, as fotos, os gestos, e as últimas peças de roupa penduradas na cruzeta da vida.
Sou então uma busca do perdão eterno e, no amarelo das paredes, encontro a desilusão do caminho que lhe fez a cor. De um lado a estrada, sinuosa aos olhos de hoje, mas bem lá no fundo ainda vejo os cavalos selvagens da pradaria, e os campos brilharem como papoilas de arroz doce. As mãos estendem-se pelo cabelo livre onde sou capaz ainda de amarrar os sonhos. Sinto apenas um vazio na procura. Deixo-me cair para dentro do mundo, acredito que afinal sou eterno e se os cavalos podem ser livres eu também o poderei ser. Do outro lado, o caminho continua a fazer-se pelo próprio caminho. Descobri tarde que este trilho afinal tem vida própria e os cavalos que eram selvagens são agora mansos, cansados e exaustos de tanto correrem à volta da mesma pradaria. Esgotados pelo cansaço de nunca descansarem.
Afinal de contas, foram estes grãos de terra livres que criaram todas as papoilas que ainda hoje vivem dentro da minha mente. Não importa dizer o que fazes ou o que tencionas fazer, um dia terás nas mãos apenas o que fizeste. E se essas mãos forem enormes, verás que nada terás dentro delas, e por maior que seja o que quer que tenhas feito, nunca albergará o tamanho da tua papoila.
Conheço-te desde muito cedo, sei que estarás por aí, sempre me disseste que um dia iríamos acertar as contas da vida. Eis-me então aqui, despido de mãos, e da cabeça nada mais quero. Não mais a responsabilizarei. Será agora apenas o caminho que a própria aprovar. Ao tempo restante deixarei essa vontade de me levar, sei que de lá virá o sossego. Aqui ficarão as lágrimas de um parvo que desperdiçou a sua estrela. A papoila agora seca será guardada entre as páginas de uma história que um dia nasceu selvagem.
José Luís Lopes
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/papoila.html
- 05Mar2010 09:40:00
O que é o amor?, é um dos lados do Sol!Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/o-e-o-amor-e-um-dos-lados-do-sol.html
- 03Mar2010 16:12:00
descobri que andavam atirar corações às águas salgadas do mar. Iam e venham com as ondas e eram passos fechados no seu cárcere. Também fui um deles. Que cresceu e envelheceu suas pernas. Enquanto, uma árvore solidifica-se no lençol das mulheres sábias. E morre nos seus peitos, como quisesse viver de novo o cimento no interior do ventre. disse-me o coração, enquanto lutava para sobreviver à maré intempestiva das aguas. Era Sal e também saliva dos minúsculos portos nocturnos. Dormia o sexo no sangue do leito. semeava garfos sussurrando estrelas na lentidão dos braços. Prometia cidades e pássaros com sabor a pêssego e abria flores nas cortinas do fogo. Outros, escondem um sorriso dentro da boca e bebem catástrofes de uma febre-amarela. Outros ainda, conheço-os da noite profícua.Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/descobri-que-andavam-atirar-coracoes-as.html
Semente sou, semente serei - 03Mar2010 11:27:00
Campo de Trigo com Corvos VAN GOGH (1853-1890)
Há um inverno perpétuo
Não neva,
Não enregela,Não sorri,
Apenas divide o dia da noite.
Os campos, trabalhados,
Erguem espigas ao céu
Vestem-se de algodão doce.
Mas os sonhos?, estão hirtos,
E as mãos cristalizaram.
Do alpendre,
Penduro a alma na figueira,
Está presa pelas memórias
Em árvore do diabo.
Nos lábios uma flor.
Na torre o sineiro
Balança a corda,
Lê um apelo do coveiro.
A flor?, voará no bico do corvo.
E é tudo que resta de mim.
A terra sorrirá
Terá a minha escrita para revolver
E das suas entranhas, um dia, brotarão
Poesias em flor,
Brancas talvez.
Este texto apenas poderá ser entendido por aqueles que souberam escutar o que nunca disse.
José Luís Lopes
Fonte: http://movimento-as-artes.blogspot.com/2010/03/semente-sou-semente-serei.html




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