às artes e barões assinalados ...
Menu
concurso fotográfico
revista
Quem Somos
nossos poetas
fotos\videos
agenda
orgãos sociais
BlogoEsfera
Início
últimas notícias - lançamentos
Regulamento do 1º Concurso de Fotografia
Site do Concurso
nova revista
às artes
Faça-se Sócio
estatutos
Daniela Pereira
Filha das Flores
João Vasconcelos
Elsa Neto
José lourenço
Flávio L. da Silva
Margarete da Silva
José Ilídio
Carlos Américo
nossas fotos
nossos videos
agenda cultural 2008
corpos dirigentes
Especial Blog
contacte-nos
Margarete da Silva

a vida não está a salvo

entra pelo vidro a luz,
raios me partam ao meio
porque escondo na noite ainda as palavras tristes
que compõem a minha poesia.
breve melancolia,
tolhe, encolhe e esbarra o cais da verdade
escrita na pressa.
a vida não sabe na boca
nem nos olhos mal risonhos
que escrevi com as minhas pegadas.
no final das contas não sobra dinheiro para nadas,
tenho tudos entalados no pranto
e o meu encanto não chega para os desempacotar.
balanço a esperança no quoficiente da inteligência,
a hipotenusa ao avesso.
estremeço e clamo,
o choro é estranho e os dias contam-se pelos dedos da mão esquerda.
migalho-me o amor entupido numa lata de atum por abrir,
restos de comida para o dia seguinte,
iogurte com validade estagnada,
cheiro a comida estragada.
a vida não está a salvo.

Afoguei-me nas palavras como um peixe fora de água

Chorei!
Cravei os meus olhos com o suor frio das saudades que carrego no peito,
dentro do peito, por entre as vísceras, nadam os peixes de um oceano sem dono!

Morri!
Com a cal dos dias repletos de memórias adormeci-me,
adormeci-me nas tuas palmas,
cega de um amor inteiro que se mexia como um lençol estendido ao vento.


Se a vida me chorasse ao menos como se chora a morte de alguém que amamos,
se a vida me risse com a boca que usa para me insultar.
Se o céu não fosse o limite e a bagagem coubesse nos meus bolsos.
Não condeno as ruas estreitas, não balanço a incerteza e por dentro da pele,
nas veias, corre o sangue num contratempo desapontado.
Rascunhos perfeitos de palavras que não sei se um dia conseguirei soletrar ao teu ouvido.

Afoguei-me nas palavras como um peixe fora de água.
Canto a breve exactidão dos passos ao teu encontro,
assobio a ausência soltando-a aos poucos,
desamarro as faltas e as inquietações.

E hoje saí de mim para me ser em Ti, de tal forma que julgo que o meu corpo deambula como um cego à toa,
pelas ruas amontoam-se as palavras que se soltam da minha voz e te levam os meus sussurros.
Rasguei os meus medos ao meio e partilhei-os contigo.

Beija-me a verdade calada,
muda!
Silencia-me com o sabor equacional dos teus lábios.

Despi o eco com o suor das mãos envergonhadas,
atadas atrás das costas,
presas como o céu dentro dos teus olhos,
escondi-me mais um pouco e em jeito de menina
ofereço-te os meus sonhos numa bandeja de sorrisos soltos à socapa.


A tristeza é o meu dom, a desilusão a minha casa...

Já incentivei o vazio a crescer, já semeei sorrisos e cultivei mágoas...

O mundo é a raiva dos loucos, o sufoco dos sãos...
Não embelezo a minha vida com flores que são a minha mentira
não pinto a vida de cores claras, quando a humidade vem tudo volta a ser escuridão.
Se existo para ver passar a vida prefiro nem existir.


E vocês?
Fazem de conta que conseguem!
Fazem de conta que transformam o mundo com as palmas das mãos.
Vivem fechados na música repetita pelo giradiscos estragado.
Apodrecem-me as mãos com as flores que não me oferecem.
Empobrecem-me os braços com os abraços que não recebo.
A tristeza é o meu dom, a desilusão a minha casa...
Sonho!



::INTRO::















Painel controlo
  • Email:
  • Palavra-passe:
  • Lembrar dados
  • Ir administração


Procura
Membros Klub
  • Pedrolopes
  • Ver todos
Últimas Photum
Quem linka?
  • conceitos-e-ouvidos
  • djokka
  • eduardolamelaartesao
  • ibernise
  • pedroildo
E também
Anedotas
O Joãozinho:
- Senhor padre, parti a cabeça ao Zé com uma pedrada!
O Padre:
- Meu filho,erraste!
O Joãozinho:
- Não errei, senhor abade. Acertei em cheio!...

Sondagens
O autor de
José Ilídio
Flávio Silva
José Luís
Elsa Neto
Outro
Visitem:
Concurso
Estatísticas
Visitas (Acum./mês)
70 / 7
 
Visualizações (Acum./mês)
2168 / 110