às artes e barões assinalados ...
Flávio L. da Silva


Traz a cesta com os frutos daquela noite

Os holofotes das grandes estrelas

A devolução das marés para a nossa cama

Levo daqui a valentia do homem da frente do combate

o flamenco todo no peito a espraiar

a decifração rupestre do silêncio em taças de vinho

a primeira aguada do nosso levante

Traz o cinzeiro porque eu não sei se vai haver cama

talvez alguma luz golpeadas com açafrão agrafada em meus lábios


No dia em que se descobriu o amor inventaram a violência.

as aranhas na fabricação do linho. os caramelos para atrair crianças.

as catacumbas. as noites de uivos. os lagos sem bússolas de areia por baixo.

o coração é o lugar onde guardamos as armas. desde esse dia

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Dois bêbados acordam de manhã na prisão:
- João, sabes porque é que estamos presos aqui?
- Sei... Lembras-te daquele poste onde resolvemos mijar ontem?
- Claro que me lembro!
- Pois é... não era poste, era guarda!

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