concurso de fotografia 2008 | 15Jul2008 21:53:13
pedimos desculpas aos participantes sobre a ainda não revelação dos premiados.
estamos em espera de confirmação para a data da exposição de todos os trabalhos a concurso, sem excepção.
seremos breves em ter a data definitiva da exposição que será na sala Gótica dos Paços do Concelho, bem como a entrega de prémios aos vencedores..
DEDUZIMOS QUE O TEMPO DE ESPERA NÃO ULTRAPSSE OS VINTE DIAS A CONTAR DESTA DATA.
A ASSOCIAÇÃO ÁS ARTES AGRADECE A TODOS OS PARTICIPANTES O NÍVEL DE QUALIDADE DAS FOTOGRAFIAS A CONCURSO.
DAREMOS NOTÍCIAS NESTE SITE.
PARA QUALQUER ESCLARECIMENTO ENVIE AS SUAS DÚVIDAS PARA:
flaviolopesdasilva@sapo.pt
cumprimentos
Flávio Lopes da Silva | 26Mai2008 21:54:00
2 poemas de Flávio Lopes da Silva a serem bevemente editados no seu próximo livroNos poços cai o eco da alvorada. é manhã que sobe nos quartos do hotel onde ela ainda varre. o vento não constipa os amantes que se amam nas janelas abertas. um gafanhoto aprende como se beija numa visão única sobre a mulher que no sexo fica corada. trepa ao cimo de uma flor que está pelas horas do suicidio e beija-lhe o cetim da sua veste mal iluminada. fecharam-se janelas e a flor devorou o insecto tal as mãos do pedreiro fecha o nome da filha morta. na pedra
Existe uma nova forma de poente: o teu rosto: olhar-te límpida como cristal que mostra o amanhã. um monge que aceita estar sentado a vida inteira. ver que nos teus olhos o Olimpo ainda perdura para lá deste curral. a tua face onde se escreve com a tinta do sossego. com a tulipa que do caule fez uma criança sã.
existe um lugar onde as pedras se riem. a cal não se apega aos corpos nem a cidade esquece os seus duendes: a tua boca: o esconderijo preferido dos átomos que explodem em serena líbido. fizesse eu aí a casa. as plantações miúdas. os baloiços para a canalha aterrar na erva.
dizia eu que existe uma nova forma de poente: é um rosto com toque de amêndoa. uma fonte iluminada no centro do quarto. desisto. não sei descrever melhor
Margarete da Silva - escritora | 26Mai2008 18:17:00
Meu amor é fogo de hoje,
de um passado que não foge, de um futuro que virá,
meu amor é fogo posto,
sobre a face, sobre um rosto,
lágrima que não secará.
Meu amor é mês de agosto,
Meu amor é alvorada,
mágoa quase passada, barco que encalha no cais,
meu amor é madrugada,
um pedacinho de nada,
manhã sempre que te vais.
Meu amor é cigarrada.
longe de casa, tenho frio
dei voltas sobre mim nas ruas tristes de uma cidade que já conheço de cor, hoje é domingo. vagueio por aqui e por ali e com os meus olhos entre o chão e o céu bailo no rosto de todos os que por mim passam. ainda sou uma menina e não sei de que cor se pintam os passos. desbravo sentimentos soltos no ocaso e não sei porque caminhos sigo. hoje é domingo. hoje é domingo e ainda não dancei nos teus olhos. pouso as mãos na grade da ponte e fito o horizonte que baixa os olhos embaraçado pelo meu olhar imperativo. erguem-se ao longe silhuetas que se beijam, se enlaçam, se são tão felizes que eu, meu amor, eu não consigo deixar de sentir o friozinho da inveja percorrer-me cada pedacinho do corpo.não estás aqui. fecho as cortinas, baixo os estores, tenho medo, tenho frio.estou longe de tudo, longe do mundo. aqui pouco faz sentido, hoje é um dia triste, hoje é domingo. cruzo os braços e sento-me no chão, olho o corredor e relembro as horas felizes de domingos que nunca passamos juntos. coloco as mãos nos bolsos, bato a porta atrás de mim e com os olhos fechados avanço pelas ruas que os meus pés sabem de cor. as costas curvadas em direcção ao chão, a boca fechada e um frio a entrar pelas mangas da camisola, pelo fundo das calças, pelas casas dos botões do casaco, tenho frio, estou longe de casa.
saiba mais sobre a jovem escritora :
www.margaretedasilva.blogspot.com
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1º concurso fotográfico - até 31 de Maio | 19Mai2008 11:35:00

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lançamento de livro - 30 de Maio 2008 | 19Mai2008 10:58:00
No dia 30 de Maio de 2008, o Movimento às artes levará a cabo mais um lançamento de livro, no restaurante ADEGA (Arcozelo Barcelos) pelas 21:30Desta vez um livro destinado a crianças escrito por Susana Pinto, autora Barcelense, residente em Galegos S. Martinho. com o título "Nini, a ovelha corajosa".
A Associação às artes agradece a todos os envolvidos neste projecto em nome da cultura.

um pouco sobre a autora:
Susana Pinto
Chamo-me Susana Pinto e moro em Galegos S. Martinho.
Sempre adorei escrever. Faço-o desde muito nova. Tinha sempre comigo um bloco de notas e ia escrevendo o que me ia no pensamento. Às vezes coisas sem grande importância, outras eram corrigidas vezes sem fim mas nunca desisti de fazer o que mais gostava: escrever.
Normalmente as ideias surgiam repentinamente e aí não perdia tempo. Rabiscava as minhas ideias e guardava tudo numa gaveta. Pensava que talvez um dia isso seria muito importante para alcançar um sonho já antigo: publicar um livro. As minhas professoras de português sempre me incentivaram a não perder nenhuma oportunidade em relação a isso.
Certo dia soube que estava a decorrer um concurso que tinha por objectivo publicar poemas originais de jovens poetas. Concorri com o pseudónimo de Beatriz Castelhana. Como o júri estava indeciso em relação ao melhor poeta resolveram publicar uma antologia com os poemas de todos os participantes. O livro foi distribuído nas bibliotecas, escolas e livrarias com o nome “ Antologia dos Jovens Poetas do Baixo Minho”.
Fiquei muito contente mas nunca desisti de tentar publicar um livro da minha autoria. Seja poemas, histórias infantis, pensamentos e até mesmo crónicas. Recentemente dediquei-me a escrever uma história para crianças com o nome de “Nini a ovelha corajosa”. Mostrei-a à professora do meu filho e ela pediu-me para contá-la na sala de aulas. Os alunos daí faziam uma composição da história. Esse foi um episódio muito marcante para mim pois gostaria muito de divulgá-la por mais crianças e mais escolas. Daí o meu empenho em promover a minha primeira história infantil.
Por isso a apresentação desta história vai ser feita num restaurante com a presença de familiares e amigos como que um incentivo para escrever novas histórias.


