ILHAS | 10Mar2010 09:29:24

Publicado por: Diana Balis

Ilhas80_Anos___269.JPG

 

 

Cercadas singelas

Amenas, sinceras e doces

Seres do ventre.

 

 

Dedico às milhas filhas, Talise e Maira.

Diana Balis, Rio de Janeiro, 10 de março de 10.





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Voçê na TV - TVI | 10Mar2010 00:39:19

Publicado por: Um barcelense

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Encontro de Poetas del Mundo em Búzios | 09Mar2010 19:29:39

Publicado por: Diana Balis

Poetas Del Mundo_1.jpg

Poetas Del Mundo em Búzios Homenagem a Mulher.

 Dia: 05/03/10 às 20:00Sonia_Medeiros.jpg

Amigos participei do Evento Cultural produzido por Sonia Medeiros Imamura, Cônsul de Búzios, Academia de Letras e Artes Buziana e Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo.


O Evento no Restaurante agradável da Carla onde tivemos a presença de vários poetas, escritores e música no ambiente agradável e seletHomenageada.jpgo.

Como tema principal, a Mulher foi homenageada.
A escritora, artista plástica Iara Rosa e a poeta Glorinha Gaivota, receberão as homenagens em nZ135ogwk.jpgome todas as mulheres.

Contaram com o apoio: Cultural da Academia de Letras e Artes Buziana, Academia de Letras - ACLAC - Arraial do Cabo e ARTPOP- Cabo Frio, Clube Brasileiro da Língua Portuguesa - MG, Grupo Processo, Poemas a Flor da Pele.

E os parceiros:
Restaurantes: David, Da Vinci, Mineiro Grill, Pátio Havana, Buzin, Brigitta's.

Comércio local: Tour Shop, Búzios Papelaria, Mercado Alves, Comando Búzios, Rabonny, Jornal Primeira Hora, Samsara, Boticário (r. das Pedras), Imobiliária Agua Viva, Pousada Via Mar, Edson Alfradique, e outros.




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Sonho Meu | 09Mar2010 14:41:01

Publicado por: Ibernise




Meu sonho numa manhã de domingo,
É um convite nos sinos das catedrais...
Se somos velas a iluminar consumindo,
Eu te aconchego neste lume de sinais...

E me vejo a rir e chorar em tantos ais...
Em divisas de dóceis ninhos flamingos...
Meu sonho numa manhã de domingo,
É um convite nos sinos das catedrais...

Aves em revoada em remix de pingos
Num céu



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Vista do Pico do Papagaio | 09Mar2010 10:40:54

Publicado por: Diana Balis

Vista do Pico do Papagaio220760.jpg

 

A caminhada é de pássaros e amizades

A floresta da Tijuca abre a passagem

Como na avenida aos blocos de aventureiros

A subida cansa, mas a recompensa é alegria passista

Ver além de nuvens, no topo o mar.

A escada da trilha cavada na pedra,

Indica a chegada e triunfo,

O desejo realizado e conquistado.

Uma vibração de 360°, no cume as paisagens.

Vejo a Pedra da Gávea, Pedra Bonita, São Conrado, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes mas a Lagoa?

Vejo não!

 

Diana Balis em dia de aventura.

Rio de Janeiro, 9 de março de 2010.





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Amor de pedra limão | 09Mar2010 10:04:55

Publicado por: Diana Balis

Amor de Pedra de limão

Anel_citrino_triangular2.jpg

Vida eterna aos combatentes romanos

Espanta as intrigas e maus olhares

No dedo anular vincula pedra ao metabolismo e prazer.

Diante do citrino, conjugo a boa disposição para a vida.

Pedra bruta ou lapidada, força de energia solar,

Abre a alma aos bons sentimentos,

Amor com coragem.

 

(Anel de Citrino Coleção Dery Design)

Diana Balis, 9 de março de 2010.





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Rei Midas ( versão chocolate) | 08Mar2010 21:11:39

Publicado por: ()()

BLOGTOK| CICLOS DE POESIA| 7 PECADOS| GULA| BLACK

 

“Onde está???
Onde está esse chocolate;
Esconderam-no de mim, não foi?!”

(E revoltou a casa inteira numa procura desenfreada,
Chegou a viajar pelo mundo
Sem encontrar essa droga desgraçada!)
E louco louco de olhos arregalados
Estendeu as mãos aos céus
E pediu perdão aos pecados,
Luz brilhando sobre sua cabeça caiu do céu
Fada-madrinha apareceu no seu véu!
“Tens de parar de mentir,
Se não, não poderás ser um menino a sério…”
(Enganou-se no guião,
Midas aos gritos;
O realizador corta cena.
A Fada-madrinha arranca o seu coração!
Cava-se uma vala
Enterra-se a mulher
Vira-se o realizador:
“Porque não se cala?”)
Vêm então lá do céu bruxa malvada
Aterra e Midas grita
Mesmo de boca fechada.
E então ela exclama:
“ Serás amaldiçoado então;
Por esta minha negra varinha de condão.
A tua busca será acabada,
Em cada pessoa que os teus dedos tocarem
Em chocolate se irá transformar,
Até nenhumas no mundo restarem
Ou teu estômago estourar!”

E Midas todo feliz desatou aos abraços
Amigos em chocolate ficaram
E Midas nem se importou
Comeu-lhes os barcos
E tudo o resto, nem os sexos ficaram.
E Midas continuou

Comeu, comeu esse glutão
Comeu, comeu todos os amigos e família
E nem lhe doeu o coração
Continuava a comer
Só mais tarde parou,
Reflectiu para se aperceber
Que nada mudou!
A procura continua
Só o estômago encheu!

Desesperado novamente
Midas comeu incessantemente…

Morreu ao fim da Vigésima oitava pessoa;
No sofá com 567 kg…
Morreu esse Midas rei do chocolate
Morreu à procura
Do que pensou encontrar
Nas pessoas que comera…,

Procurou se estúpido idiota
O sentimento que não encontrou!
Esse das coisas estranhas,
Chamado Felicidade;
Mas não estava nas entranhas
Das pessoas que comeu
Para se sentir feliz
Esse pobre estúpido idiota infeliz!

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O homem que amo | 08Mar2010 04:52:20

Publicado por: Diana Balis

O homem que amoMulher_so_na_gare_01.jpg

 

Homenagem à mulher seria melhor

Se feita pela busca do homem que ama.

Adoraria vê-lo navegar entre as palavras e desejos.

No tempo da espera já rumou ao mar.

Os ventos sopram ao longe das estrelas cadentes.

Os peixes morrem pela boca da noite.





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Sou feliz e nem sabia (Conto) | 07Mar2010 21:29:20

Publicado por: Diana Balis

Sou feliz e nem sabia20080511_argentina_maes_na_praca_de_maio_1.jpg

 

Mulheres que me perdoem à incongruência nesse dia importante, aonde vão caladas?

Mas depois de ter vivido 6 horas presa num bar na lapa

Com chuva cobrindo os joelhos no primeiro andar

E sem serviço de cozinha e sem almoçar,

Com os garçons evitando a mesa, com três mulheres de perfis completamente diferentes no bar,

Posso declarar:





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Mulher | 07Mar2010 15:51:21

Publicado por: Diana Balis

MulherMulherFlor.jpg

 

 

Vamos hoje comemorar a passagem

Em homenagem a todas as mulheres

As amadas e amantes,

As dedicadas e ficantes,

As obesas, as esculpidas, as baixinhas, as fininhas,

As interessantes e desinteressadas,

As masculinas e as transformadas,

As alegres e sadias,

As sexualizadas e assexualizadas

As cachorras e as gatinhas,

As felizes e gostosas

As meretrizes

As ricas ou tristes

Às singelas inibidas

As patricinhas saltitantes

As mães que plantam a flor do amor

E recolhem o dissabor

As avós mulheres duplamente mães de seus filhos e netos,

As esposas delicadas

As que colhem ternura

As que não implantaram nenhum pensamento

E que aceitaram os desígnios

As mulheres corteses e submissas

As mulheres trabalhadoras que disputam terrenos

As mulheres nobres

As administradoras e empreendedoras

As batalhadoras e enérgicas

As que nos libertam e nos representam

As casadas, divorciadas, separadas, amigadas, agrupadas e as solteiras

As mulheres que eram homens,

E aos que se sentem mulheres,

Femininas, livres, libertas ou as prisioneiras, e doentes

As escravizadas, ai é demais!

Vamos renovar as atitudes!

Vamos refletir sobre os caminhos da Humanidade,

Valorizar o amor e a relação carinhosa

Verdadeiramente agir a favor do mundo

Amar o meio ambiente e a vida

E no geral, uma faxina na alma!

Porque hoje Mulher,

É dia de festejar e curtir

Ganhamos mais um dia!

Hoje é o dia da Mulher!

Seja Feliz!

 

Dia Internacional da Mulher!

8 de março de 2010.

Diana Balis





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O Pecado | 05Mar2010 16:48:18

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BLOGTOK| CICLOS DE POESIA| 7 PECADOS| PECADOS| JOÃO VASCONCELOS

 

Somos todos indesejáveis
No acto de viver.
A inveja será assim um pecado mortal
A inveja será assimuma faca de dois gumes.
Seremos todos perdoados na vida eterna.
Dos pecados que cometemos
Alguns serão carne para canhão
A tentação será mais forte ató ao dia da morte
Os pecados serão uma fonte de segredos
Até ao dia em que nos libertarmos.
Creio num só Deus, Senhor que á a vida.
A maldade é a fonte dos pecados mortais aluz que me alumia
Será salvação, grito e dor
Ser e ter um destino
Num mar de imenso amor.

 

BLOGTOK| CICLOS DE POESIA| 7 PECADOS| PECADOS| JOÃO VASCONCELOS





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Aguardo respostas | 05Mar2010 11:47:06

Publicado por: Diana Balis

Aguardo respostas

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A via balança na rede

Os sinos tocam ao despertar

Respostas são cálidas nuvens que apontam

O amor cresce devagar

Nas entre costas do rio o mar tem sede

No encosto da cadeira de balanço

As vestes das meninas que já se aprontam

Mas um dia sem resposta, avanço.

 

 

Diana Balis, Rio de Janeiro, 5 de março de 2010.





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Arlequim | 03Mar2010 21:30:45

Publicado por: Ibernise



Sou nave tua, e passarela,
Arlequim...
O meu modo é tua moda
Manequim
Apaixonado me desvela
Tal como vim...
Boneco animado me poda
Sem tocar em mim…

Ibernise.
Goiânia (Goiás/Brasil), 03.03.2010.
Núcleo Temático Educativo.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

 





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Toque de Amizade | 03Mar2010 11:52:20

Publicado por: Ibernise



Você me tocou, e eu sarei
Você me achou e eu floresci
Você me amou, eu renasci
Nos fatos que te desvendei

Tempo que nunca olvidarei
Das tuas graças que recebi
Ao seguir vias não me perdi,
Anjo bom que apascentei...

Céu, terra e complemento...
A cada enlace, eu te senti,
Na magia de cada momento

Que contigo fiquei, convivi
Apre&cced



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Primavera de Amor | 03Mar2010 11:48:53

Publicado por: Ibernise


És primavera, e eu te amo,
Te sentindo, a cada estação...
Beleza cujo nome, chamo
No doce limiar da emoção…

E já te conhecendo a afeição
Quero toque, tateio e clamo...
És primavera, e eu te amo,
Te sentindo, a cada estação,

Se o desejo vem, te reclamo
Presa sem poder de decisão



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Acordar amada | 03Mar2010 10:42:40

Publicado por: (......)

Acordar amadaImag.090_1.jpg

 

Acompanhe os sonhos

Guarde abraços e súplicas

Almeje a serenidade apalpada

Adormecida de desejos e beijos

No embalo romântico de carícias

Planeja enredos de tecer

A espera da teia armadilha do anoitecer

Viver entrelaçada e acordar amada.

 



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Fora do ar (Convite a vídeo leitura) | 03Mar2010 10:35:40

Publicado por: Diana Balis

“FORA DO AR”  Poema de Diana Balis e Música de Rui de Carvalho

http://www.youtube.com/watch?v=nhyduIMmUkY

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 Aguardo comentários, beijos.


 

 

 

 





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O contrário do avesso mar | 01Mar2010 14:25:00

Publicado por: Diana Balis

O contrário do avesso marImag.120.jpg

 

Terras se movem abaixo de pés descalços

O luar cheio se manifesta nos movimentos das águas doces

Os homens choram suas perdas e sentem os tremores

A cabisbaixa leitora e o poeta aspirador

Lêem nas falsas notícias dos jornais roliços

O suspiro é natureza de sentimento venturoso e profundo

O ardor do amor acolhe o tempo que alavanca o mundo.

 

 

Diana Balis, Rio de janeiro, 1 de março de 2010.





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Amor livre | 28Fev2010 23:28:07

Publicado por: Diana Balis

Amor livre18684945.jpg

 

O vôo

Dispensa o colo

O sublime

Navega ao mar

O encontro

É horizonte.

 

Diana Balis, Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2010.

 





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BTT Trilho dos Moinhos | 28Fev2010 23:06:00

Publicado por: manuelpeixoto-photo

Os Amigos da Montanha realizaram o BTT Trilho dos Moinhos 2010 sob um tempo adverso, com chuva e alguns períodos de vento forte, mas nem isso esmoreceu o ânimo aos participantes. Fruto das condições climatéricas adversas, a organização procedeu a pequenas alterações logísticas e de percurso que favoreceram o conforto dos participantes Até bem perto da hora da partida (10h00), o movimento de bicicletas era reduzido, mas a menos de 15 minutos de Partida, eis que surgem dos seus carros dezenas e c



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BTT Trilho dos Moinhos | 28Fev2010 21:38:35

Publicado por: amobarcelos.blogspot.com





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Inquietudes... | 28Fev2010 17:37:22

Publicado por: (..)


BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | INVEJA | CLEO


Tenho um rio nos meus olhos, que corre sempre sereno a caminho da foz dos meus pensamentos...
Os meus passos imaginários, aventuraram-se no infinito do horizonte, e, sem me dar conta, trouxeram-me a estas margens que gravei na lembrança de um fim de tarde de Outono que nunca existiu...
Sentada neste chão sem terra, desenho no meu caderno de folhas brancas, um esboço de um poema sem letras, que me ofereceste sem te importares se o perceberia ou não... onde a silhueta de um moliçeiro se ergue no leito quieto do meu rio. Este mesmo rio onde um dia navegou a minha imaginação, sempre que te avistava através das cortinas de cambraia cor de violeta, que esvoaçavam ao sabor da brisa das tuas palavras quentes, que me chegavam sob a forma de cartas sem remetente, enviadas de um tempo que se perdia na lonjura dos dias sem fim.
Hoje regressaste desse tempo, mas já não és o mesmo. A tua imagem envelheceu, os teus cabelos já tão ralos e fracos embranqueceram e embora os teus olhos escuros e cavados me olhem fixamente, não me vêem... há um vazio que preenche este espaço enorme cheio de promessas e desejos do que nunca vivemos. E o tempo, sempre o mesmo malvado tempo!... que um dia nos aproximou é o mesmo que nos afasta, neste constante e ininterrupto martelar de tic tac's sem volta.

Cleo
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Copo Sem Fundo | 28Fev2010 17:35:31

Publicado por: (..)


BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PREGUIÇA | CLEO

Afogo as mágoas
Neste copo
Sem fundo
Que me engole
A alma
Até à última gota...

Como águia
Ferida de morte
Desço a pique
Num mergulho
Vertiginoso

Rasando a vida
Por um fio...
E tudo o que quero
É tão simples

Simplesmen



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Caso ao Acaso... | 28Fev2010 17:30:18

Publicado por: (..)


BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | LUXÚRIA | CLEO

No acaso de um acaso, encontraram-se só no ocaso do dia e... por acaso.
E não foi por acaso que a empatia foi brutal!
Palavra puxa palavra, sorriso puxa sorriso e num ápice se elevaram ao pico as emoções indizíveis que se erguem do nada... e sem mais perdas de tempo, saltaram alguns dos pormenores da conquista emocional e procuraram um lugar tranquilo, num recanto da praia já deserta, longe de olhares indesejados, para saciarem o que os corpos lhes imploravam em outros olhares, em outros apelos mais carnais do que emocionais. Talvez mais tarde se dedicassem a isso com mais perfomance... não podiam nem queriam deixar passar aquele instante tão... tão... fortuito e ao mesmo tempo, furtivo.
E antes que se fizesse tarde, não se entregaram ao descaso, sob pena de desperdiçarem o pouco do tempo que tinham, para viverem o tanto que desejavam.
E num impulso, entregaram-se de novo ao saboroso acaso, desta feita, quando já despiam a pouca roupa que ainda lhes restava, para que nada lhes atrapalhasse o mergulho nas teias da paixão inflamada, num fulgor indescritível de total comunhão de corpo e alma.
Há casos e casos... mas um caso assim, que nasceu de um acaso do acaso no ocaso sem descaso, é algo fenomenal!...


Cleo


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Que Cavalo é Aquele que Vem a Galope? | 28Fev2010 17:27:08

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BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | VAIDADE | CLEO

O tempo
É um cavalo
Alado
Que percorre
Incansável
Planícies e planaltos
Sem idade...

Umas vezes
Vagaroso
Sem pressa
Outras
Como um raio
Que atravessa
A poeira das estrelas
Sem deixar rasto...

Ora a galope
Ora a trote
Correndo horas a fio
É vê-lo
Sempre elegante
Decidido
Inchado de vaidoso
Ostentando no dorso
O seu cavaleiro
Resignado...

Sem apelo
Nem agravo
Numa marcha imparável
Qual condenado
A caminho do seu inevitável
Degredo...


Cleo


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Coseram-me os Lábios | 28Fev2010 17:24:53

Publicado por: (..)


BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | AVAREZA | CLEO

Coseram-me os lábios
Para que não falasse
Mas esqueceram-se
De me acorrentar
E me trancar no escuro
De me vendar os olhos
De me adormecer no éter...

Para que não visse
Para que não sentisse
O que me atormenta
O que me revolta
E me violenta
Penetrando-me
Até às entranhas da razão!

Vejo
Sinto
Mas não posso gritar...

Por isso
Remôo o silêncio
E engulo-o
Embebido em ácido
Para que ninguém mo possa tirar

Talvez morra um dia destes
Infectada p'lo vírus
Da angustiante
Indignação!

Cleo


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Monólogo de Um Louco | 28Fev2010 17:22:05

Publicado por: (..)


BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | IRA | CLEO

São vorazes
Os pensamentos
Que me chibatam
Constantemente
Estas já débeis
E tão frágeis
De carcomidas
Paredes
Em ruinas

Esborralhadas ruínas
Desta minha
Insana mente
Cujas fendas
Cada vez maiores
São passagens
Secretas
De bizarras demências
Que me vieram fustigar
A pacatez da vida

Passageiras clandestinas
Escondidas nos bolsos
Daquele outro
Que aos poucos
Me ocupou
O corpo
E me encarcerou
Para sempre
Nas masmorras
Do esquecimento
Despojando-me
De tudo aquilo
Que era meu!

De tudo aquilo
Que era eu...

Daquele que fora
Nada restou
Tudo da mente se foi
Se apagou...
Só o oco da razão
Ficou!

E por esse que eu já não sou
Não respondo
Nada digo
Pois que também
Nada sei

Deixem-me...
Exijo silêncio!

Que aqui
Agora
Mora um louco!
Um respeitável louco
Ainda que varrido
Da sua própria
Memória...

Cleo


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A Dois Passos do Fim | 28Fev2010 17:19:07

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | GULA | CLEO


... e mastigava memórias que trazia no bolso, como quem rói uma côdea de broa seca, numa tentativa desesperada de enganar a fome de uma vida inteira, cujos feitos e sacrifícios já nada importam aos novos de agora... fingem ouvir com breves acenos de cabeça oca, rindo à socapa por entre os dentes meio cerrados e ignorando o quanto lhe pesam os dias cheios de horas que agora lhe carregam na lentidão do vagar com que vai arrastando um pé atrás do outro rua acima.
No mesmo banco de sempre, no jardim das melancolias murchas, espera-se ainda pelo amigo que hoje não apareceu...
Nisto, ouve-se o soar sinistro das badaladas tristes que o sino chora, lá do alto da torre da igreja silenciosa.

Cleo
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As Ovelhas Pecadoras | 28Fev2010 17:03:26

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PECADOS | CLEO

Era uma vez um prado verdejante, com relva tão verdinha, tão fresquinha, mesmo de apetecer! De manhãzinha já por lá se avistavam algumas ovelhas que não queriam perder pitada daquele pasto suculento que lhes entrava pelos olhos adentro, mesmo antes de o abocanhar e de o fazer escorregar goela abaixo. Mais tarde juntava-se-lhes aos poucos o resto do rebanho.
Das muitas que ali se viam, só meia dúzia mais uma se faziam notar pela peculiaridade e irreverência que cada uma possuía.
A malhada de branco e preto era filha de uma ovelha comum e de um carneiro promíscuo, que, ao que se sabia, era também o pai das outras todas...
Essa era vaidosa e gostava de o ser! Caminhava sempre de cabeça levantada e ar sumptuoso, ignorando as que ao pé de si se desgrenhavam por se fazer notar. Coitadas...
A mais lãnuda olhava sempre de lado, com olhar desconfiado mas aguçado e logo se apressava a correr com a desgraçada que tinha ousado encontrar o melhor pedaço de relva, pois está visto que queria para si o que as outras tinham, não abdicando de bocada alguma. A grande invejosa!
A irada, quando estava lá com os azeites dela, dava cornadas a torto e a direito em tudo o que lhe aparecesse à frente. Paciência, era coisa que definitivamente não tinha. Se fosse gente, decerto que precisaria de consultar um psicólogo com urgência antes que se enganchasse nalgum sítio difícil e isso lhe valesse a perda (ou o ganho) dos cornos.
A preguiçosa contentava-se em ruminar o que comera no dia anterior, deitada de frente para o sol. A essa não a incomodavam, visto que não era ameaça para ninguém. Passava longos períodos amoitada no meio do prado e nem a proximidade ameaçadora das irmãs a faziam levantar para o que quer que fosse a não ser na hora do recolher obrigatório, decretado pelo pastor que era também o seu dono. Lá ía contrariada!
A avarenta não era dada a generosidades e por isso mesmo, não sossegava nem deixava nenhuma outra sossegada no seu canto. Era vê-la sempre a correr de um lado para o outro, numa angustiante tarefa de querer abocanhar toda a erva do prado que lhe coubesse na boca... queria-a toda para si! A gulosa acompanhava-a em cada uma das suas investidas, como se fosse a sua clone perfeita ou a sua sombra. Agiam como se fossem duas bandidas, dispostas a tudo para satisfação de si mesmas.
E depois, havia ainda aquela que porventura se acharia a mais sexy do rebanho. A tal que não perdia uma oportunidade de seduzir o jovem carneiro, filho de uma vizinha sua que por estar velha demais fora levada para o matadouro pela altura das festas em honra da Nossa Senhora dos Remédios. Não teve outro remédio, coitada. Todas assistiam aos balidos dengosos e lânguidos bem como aos olhares melosos de ovelha fatal e avessa a castidades mofentas.
Trouxe-vos até uma foto dela, para que possam admirar o seu belo penteado com o qual se pavoneia e se mira em cada pequeno charco que encontra nas poças da chuva pelo caminho, achando-se a mais bela das ovelhas, por certo, a rainha do seu curral!

Cleo


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Encontro das águas (Poemas de Amor) | 28Fev2010 13:58:20

Publicado por: Diana Balis

Encontro das águassauipe_encontro_rio_mar.jpg

 

O mar abrangente

Aguarda na torrente

A espera do encontro.

O mar acalante abocanha.

O rio bravio enfrenta as tormentas

No desaguar ao mar,

O mar é pleno e revolto.

Ao encontrar águas,

O amor é pororoca

No rio da Amazona.

 

Diana Balis, Rio de Janeiro, 28 de fevereiro de 2010.





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Pegar ou Largar | 27Fev2010 20:42:40

Publicado por: (......)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS |LUXÚRIA | JULIO SARAIVA
 
amo-te mais ainda quando
me dizes palavras sujas
por sermos dois pervertidos
é que nos queremos tanto
minha vaca adorada
dou-te leite dás-me mel
ternura & bosta
tudo a mesma coisa
somos dois pervertidos que se
                           [merecem

gosto também quando
me desprezas e me mostras
a porta da rua: alma safada que és
sei que me resgatarás no outro
dia de uma sarjeta qualquer depois
de me negares três vezes
 
e eu como um cão faminto volto
obediente volto e deito-me
do lado direito da cama mas antes
de começarmos tudo de novo
repito agora nos teus ouvidos
que te amo furiosamente te amo
com todas as cores do meu desespero
 
Júlio saraiva

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS |LUXÚRIA | JULIO SARAIVA




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Córregos Entrepostos | 27Fev2010 18:31:07

Publicado por: Diana Balis

Córregos Entrepostosclaudel_vals02.jpg

 

O jogo é sempre de risco.

Eu arrisco e rabisco nas letras. 

E por debaixo das linhas,

As entrelinhas do contra texto.

Adorei o seu jogo de azar.

Perdi e sempre perco,

No jogo de amar.

 

Diana Balis responde, RJ 27 de fevereiro de 10.

 



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Alma Safada Revelada | 27Fev2010 12:55:21

Publicado por: Diana Balis

Alma safada reveladaimg.jpg

Ama a alma safada
Ama a Diana
Eu...não me ama!

Diana Balis

Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2010.

 

 



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Convite para o Show Rômulo Gomes | 27Fev2010 12:41:14

Publicado por: Diana Balis

Nova imagem_3.JPG

 Vamos?

Quem sabe nos encontraremos lá?

Abraços,

Diana Balis

 

  





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A Dor dos Outros | 27Fev2010 01:31:34

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | INVEJA | HENRIQUE PEDRO


Porque não é nossa
Porque não sentimos
Nós
A dor dos outros?

Será porque não é nosso o seu sucesso?

E porque não é nosso o sucesso dos outros?

Será porque não os amamos
Nem nos amamos
A nós mesmos?


Henrique Pedro

Vale de Salgueiro, sábado, 16 de Janeiro de 201


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Cavalgando a Sorte | 27Fev2010 01:07:12

Publicado por: (..)

                                       
BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PREGUIÇA | HENRIQUE PEDRO


Cada passo
É um pensamento
Um apartar do vento

Cismado
Compassado

Com o coração a bater
A trote
A sofrer
De má sorte

Como se um cavalo fosse
E voasse
Sem asas
À deriva
No tempo

E pisasse a mágoa
Que me remói
Por dentro


Henrique Pedro


Vale de Salgueiro, terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

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Pequeno Almoço | 27Fev2010 00:59:01

Publicado por: (..)

                        
BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | GULA | HENRIQUE PEDRO


Entro
Sem demora
Já ela me espera
Impaciente
De lábios pintados com o chocolate quente

Os meus olhos banham-se na água mineral natural cristalina
Dos seus olhos de menina
Que verte da garrafa que traz na alma
Sem rótulo
Nem trade mark

Sinto-me feliz
Atento ao que me diz
Maus pensamentos à parte

Peço um croquete
De camarão

Coquete
Lê-me um poema
Delicadamente

Trinca-me o coração

Na montra iluminada
Bolas de Berlim
Riem-se
Com risos amarelos
E as línguas de fora



Henrique Pedro

Vale de Salgueiro, quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

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Poema de Uma Só Palavra | 27Fev2010 00:31:38

Publicado por: Ibernise

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | AVAREZA | HENRIQUE PEDRO

Um poema que se preza
E aprecia
É
Por si só um livro

Se tem uma ideia livre
De amar
E de amor
Expressa em rima solta ou aprisionada
E a musicalidade encantada
Que encanta a Razão
E o Coração
De quem tem
A alma aberta

Encerra um universo
De poesia
E derrama um oceano de alegria
Em que o lê
Já se vê

Mesmo se de um só verso
Ou de uma só palavra
Mas é lavra de poeta

Vale de Salgueiro, quarta-feira, 10 de Fevereiro de 2010
Henrique Pedro

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Aquecimento Global | 27Fev2010 00:05:20

Publicado por: (..)

          
BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PECADOS | HENRIQUE PEDRO

Não são as lágrimas dos homens
Nem o seu suor
Que alagam a Terra
Transbordam os rios
E fazem subir o nível do mar

Não é o seu temor
O bater dos seus corações
Que faz a Terra tremer
Nem a sua ansiedade
Que a faz aquecer
E secar

Tão pouco é o seu sopro de amor
Que levanta ventos e tufões

É a sua insaciável sede de prazer
A vã glória de mandar
O deliro do poder
A vertigem de mentir
A tentação de matar
A insana vaidade
Que levam tudo a perder


Vale de Salgueiro, terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Henrique Pedro

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Oh! Tanta Paixão Falhada! | 26Fev2010 23:53:04

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BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | IRA | HENRIQUE PEDRO

É sabido que o amor comum
Nem sempre é perfumado
Melodioso
Encantado

Muitas vezes é sofrido
Conflituoso
Ensanguentado
E sem sentido algum

Então quando se trata de paixão…!

O mais certo é o amor dar em dor
Em sofrimento
Perder por completo a Razão
E tudo se esfumar feito vento

Oh! Tanta paixão falhada!
Tanto amor
Para nada
É demais!

Lares desfeitos
Crianças ao abandono
Crimes passionais
E ódio
Demasiado ódio
De retorno

Em meu entender
É este sufoco do coração
Este matar da esperança
Este sofrer da criança
Em tanta paixão falhada
Que melhor diz andar tresmalhada
Esta nossa Civilização

Henrique Pedro

Vale de Salgueiro, segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010


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Deitados Nus Lado a Lado | 26Fev2010 23:41:58

Publicado por: (..)

 BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | LUXÚRIA | HENRIQUE PEDRO
 
Deitados
Nus
Lado a lado
Olhava-a
Sem a tocar
A arfar
Encantado

Respirando o seu hálito menta
Das pastilhas de hortelã-pimenta

Ela não dava o braço a torcer
Não era a primeira a tocar
Com as glândulas endócrinas
E exócrinas
A segregar
De prazer

Era eu
Que não resistia à tentação
De a ter
E a tocava a medo
Com um dedo da mão
Nos lábios carnudos
De carmim

Mas era ela
Que se atirava a mim
Que nem leoa
Capaz de me devorar
Nem me deixava respirar
A beijar-me à toa

Acabava-mos deitados
Nus
Lado a lado
A arfar
Olhando-me ela
Sem me tocar


Henrique Pedro

Vale de Salgueiro, quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

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Madalena... | 26Fev2010 20:15:47

Publicado por: Ibernise

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | VAIDADE | IBERNISE

Para ver as pessoas passarem, trouxe minha cadeira para a calçada, mas antes
vesti um manto encantado para não obter retornos destes contactos e, dali, olhava até onde a vista alcançava…Até quando a reta da rua se encontrava com a curva
e essa engolia a todos...

Alguns passavam novamente outros nunca mais apareciam… Uns passavam conversando, outros de outros sorriam, uns assobiavam, outros cantavam, mas o certo é que para nenhum eu aparecia… O manto me dava poderes, mas não os que eu queria, carecia…

Ganhara aquele artefacto de esconde-esconde quando, por um imperativo da vida, perdera família e amigos, todos os amigos, menos um, que nem era um, era uma… Madalena.

Chamava-se Madalena e a tinham como pecadora… Mas não era… Madalena era única filha na casa de muitos filhos, e como meninas não se misturavam com meninos, eu não podia brincar com Madalena…

Mas ela era mesmo minha amiga… E eu fugia para irmos brincar, e foi ela minha amiga tão, tão, querida que me dera aquele manto poderoso, para ninguém me bater, para eu fugir e com ela ir me encontrar…

Hoje não sei mais de Madalena, mas a vejo em todo lugar… E o presente que me dera, o manto mágico, continua a me dá poderes especiais os quais uso em causa própria e de outros… Magia usada mais em causa própria, confesso.

Ainda gosto de me esconder, de algumas pessoas, de algumas situações da vida… Por que? Porque gosto de surpreender… Esta vaidade cultivei desde cedo, quando não sabia o que era ter ou ser, ou ser e ter… Será que faz diferença?

Sei não… Naquele tempo em que perdera tudo, e me sentira um nada, eu tive tudo… Tive o amor de Madalena… Minha amiga que me fez sentir ser alguma coisa… Agora, que tenho tudo, aquela essência que ficou, talvez seja alguma coisa no nada, do tudo que talvez eu possa ser um dia… Quisera ser pelo menos um pouco do que fora, para mim, Madalena.

Madalena, foi pro mar e eu fiquei a ver navios...


Ibernise.
Goiânia (Goiás/Brasil), 26.02.2010.
Núcleo Temático Filosófico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

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Gula | 26Fev2010 13:40:50

Publicado por: (......)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | GULA | RICARDO REIS

engolir-te feito o sorgo
engole o gado
feito a tarde
se anuncia como
tênue madrugada

devorar-te com os dentes
incisivos
que destrincham a carne
nua e alada
pudente e crua

como a língua
que estraçalha
em priapismo
no corpo do figo
o erotismo

provar-te
suprindo o mesmo gosto
e a repetida gula
de quem se prepara
tanto para conhecer a Deus
quanto a dulcíssima
ambrósia dos santos

Ricardo Reis

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Ode ao Inimigo Morto | 26Fev2010 13:21:05

Publicado por: (......)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | IRA | JULIO SARAIVA

 
antes que os ratos roam teu relógio
tens aqui a moeda do barqueiro
a fogo escreverei teu necrológio
sem que precises pagar-me em dinheiro
 
tens também a medalha do meu ódio
no fundo fui até bom companheiro
derrubei-te do teu topo no pódio
com a morte não te quis prisioneiro
 
coragem pouca sei que tu tiveste
pena senti num único momento
foi quando te arranquei veste por veste
 
deixando-te em total constrangimento
sem a mão de qualquer força celeste
moribundo no chão do esquecimento
 
júlio saraiva

 

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Amor natural | 26Fev2010 11:56:10

Publicado por: Diana Balis

Amor naturalsaltoparati3.jpgsaltoparati3.jpg

 

O olhar é a chama atraída como o desejo a um objeto.

As mãos encostadas ao rosto se unem na calmaria.

A ternura perpetua a respiração ofegante e suspira.

Os pés irrequietos demonstram impaciência ao ir.

Quer ficar, sorrir, vir e arrepiar os pelos como gatos.

O natural é córrego despido no leito do Rio.

As águas misturam a estética ao sabor do amor.

Há paixão entre as areias e o mar.

 

 

Diana Balis, Rio de Janeiro 26 de fevereiro de 2010.





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Haiti | 25Fev2010 19:51:41

Publicado por: (..)

 BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PECADOS | LUIS F

 

Lavam-se os olhos entre rios que escorrem

No silêncio da alma

Um cais deserto,

Sangram os corpos deitados na terra crua

Onde o leito adormeceu a voz.

Gente sem morada…

Caminha com a morte estampada no rosto

Ardores que engolem o sol

Da terra quente, trágica que roubou o sorriso

Entre a lança que trespassou o coração.

Casas de lego em migalhas de pedra

Jazem, varridas sem perdão

Labirintos que se encolhem ao mar que chama

Onde gente sem rosto ondula sem destino

Sofre… anda e morre lentamente

Entre os poços negros que as engolem.

O veneno da terra adormecida

Ceifou seus filhos… naquele breve segundo

Neste tempo imortal…

Que não apaga a cruel memória

Lambe agora as suas feridas,

Entre farrapos que vestem o seu corpo.

Escuta ao longe…

Os choros da voz vazia,

Os ecos que o mar traz e leva…

Neste profanado silêncio, que adormece a vida.

Nobres são aqueles que estendem as mãos

Mil gestos serão poucos,

Mil dialectos serão um só

Para que a nação moribunda

Seja Fénix renascida,

E um dia… volte a sorrir.

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Silêncio Pode Ser Pecado... | 25Fev2010 18:14:24

Publicado por: Ibernise

 BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PECADOS | IBERNISE

Espera da alvorada ao ocaso de uma vida… Um segundo, uma hora, um dia, um silêncio eloquente, que me nega ser entendida… Quero desconhecer e ser desconhecida, quero não saber o que sei, aparte do nada, que me dá guarida.
Nem queria ser, e não era…
Ainda sendo. Já sou…
Você não está para prosa e esta espera já dura uma eternidade. Mas tenho esperança que não seja uma eternidade, embora pareça. É neste tempo que sinto quão grande é a distância entre nós e frágil o elo que nos aproxima, apesar de tanto espaço nos unir.
Ainda longe mais perto estou. Mas quero seguir depois de consumir a chama, apagar o último lume daquele seu olhar, que me fixa, dos seus  lábios que me tocaram a face, que, ainda agora, arde…
Mesmo sabendo que isto nunca terá fim…
…Sinto ainda esta presença, que é tua, em mim…

Ibernise

Goiânia (Goiás/Brasil), 25.02.2010

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Meretriz | 25Fev2010 14:47:19

Publicado por: Diana Balis

Meretrizafrodite.jpg

 

Meretriz de vida infeliz

Não elege e se tolhe.

A vida é silenciada em sexo.

Entre seus desejos e o dos outros,

Nunca será escolha.

E num dia qualquer,

Numa noite, num bar,

Beberás e vomitarás





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Respostas rápidas | 25Fev2010 13:51:54

Publicado por: Diana Balis

Respostas rápidascarnaval-rio_1.jpg

 

Amizade com afinco é coisa que se preze.

O homem do calabouço cala a boca das meretrizes.

Mas a vida que transpira é dia em vaga neblina.

Os homens sentem as malícias.

E o escorregadio feito lodo,

Atravessa as paisagens de parques em São Paulo.

A quimera desejosa de lazer,

Fez da vida uma madrugada acolhida entre arquivos do saber.

A biblioteca da vida é arrumada e cheia de poeira.

A liberdade silenciada é dor de cotovelo.

O amor que passa é desfile.

As mulheres debulham ciúmes.

Os homens espreitam as passagens.

É bloco ainda...

É carnaval no Rio de Janeiro.

 

Diana Balis, Rio de Janeiro, 25 de fevereiro de 2010.





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Do Lado Esquerdo | 25Fev2010 13:08:25

Publicado por: Ibernise

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | LUXÚRIA | IBERNISE


Meu corpo é manso só em tuas mãos...
Minha alma é livre no nosso espaço...
Minha pele exulta por seres meu regaço
Num chão que é terreno puro da ilusão.

Meu corpo é manso apenas em tuas mãos
Pois me abandona inteira ao que lhe faço,
Que nem trai ou contrai vias onde passo
Ao encontrar com tua natureza em expansão…

Onde o mundo é mais de nós a cada ponto
No prazer que é meu, onde mais te sinto,
Sempre feliz no sonho bom deste encanto

Que nos torna parte única, deste conto
Nesta paixão louca que só a ti consinto
Sempre do lado esquerdo do teu recanto…

Ibernise.
Goiânia (Goiás/Brasil), 25.02.2010.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

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Assim é a vida!... | 25Fev2010 12:11:31

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PECADOS | WAGNER JARDIM

 
Assim é a vida,um renascer a cada dia,

assim como no Natal nascemos,

e renascemos no réveillon,    
brincamos no carnaval,                                                                                                                                           

lavamos nossas almas nas águas de março,


renascemos na Páscoa,       
brindamos nossas mães em maio,                  
dançamos nas festas juninas,                    
felicitamos nossos pais,                    
voltamos a ser crianças na nossa semana,
mas,  as nossas lembranças e, que lembranças,

felizes andanças que nos trouxeram esperança,
que nos fizeram viver intensamente a vida em sua ingenuidade,          
alegria e igualdade,
mas, crescemos e fomos para adolescência e quanta prepotência,
crescemos, mais um pouco e nos tornamos loucos, pura ignorância,
mais velhos ficamos, fizemos uniões e tivemos relações humanas,
alguns casaram, outros nem tanto, outros os dois fizeram,
amadurecemos ainda na esperança de realizarmos algo ainda não resolvido,
envelhecemos e percebemos que o tempo passou,
que poderíamos ter feito mais, em menos tempo,                 
observamos que a vida às vezes é curta,
às vezes longa, às vezes alegres outras nem tanto.

Mas eu apenas observei que vivi, com emoções exacerbadas,       
reações ilógicas, pensamentos positivos e negativos eu vivi,
me apaixonei, amei,
Amei aos poucos muitos,
Amei muitos bem pouco,
fui humilhado e humilhei,
Mas nem sei se fui amado,
Mas sempre amei,
amei a felicidade dentro de mim,
amei a minha alma, amei sempre,
está divina imperfeição chamada Eu!

Prof. Wagner Rogério de Souza Jardim

13/04/2009

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Tu És a Delícia Que Sinto!! | 25Fev2010 12:07:24

Publicado por: (..)


BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | LUXÚRIA | WAGNER JARDIM
 
Tu és uma delicia que sinto,
mesmo longe no espaço do tempo,
mas, que com o tempo sentirei em mim,
amei você por fora e por dentro,
te quero pra mim...
sem sentir o tempo,
embora saiba que ele vai passar,
mas, isso não importa,
pois nós não passaremos e não sentiremos o tempo,
pois, só sentiremos nossos corpos a amar,
sentiras meu calor e eu o teu,
terá a minha energia e eu a tua.
não haverá culpa pelo amor despejado um no outro,
só o prazer por fazer o desejo iluminado,
no prazer concretizado de dois corpos a se inteirar,
num único movimento,
a nos deixar extasiados de um prazer desejado e,
a felicidade deste momento jamais esqueceremos,
mesmo que perdure num um único momento,
estes dois corpos a amar,
 
 
Professor Wagner Jardim

08/2/2010

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Traído e Abandonado!? Quem sóis? Sós Vós!!! | 25Fev2010 12:01:37

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | PECADOS | WAGNER JARDIM
 
Espero que goste das minhas junções de letrinhas,
que algumas vezes formam palavras,
outras frases sem sentido, outras com sentido,
as vezes tem sentimento outras pensamentos
em algumas razões, paixões, amores, corações, abandono e traições,
mas são apenas juntamento de letrinhas  de emoções,
de um coração sofrido, as vezes traído,
outras amado, algumas vezes humilhado,
mas que sempre ouve a voz de Deus e,
de seu coração em seu coração,
as vezes dá certo outras não,
mas isso é apenas do ponto de vista humano,
outras de um modo de ver divino,
mas, como sempre assim a vida é,
para alguns simplesmente para ser vivida como se apresenta,
para outros ilusões e para alguns fé,
alguns vivem a mesma de fantasia,
outros de falsas alegrias,
eu apenas vivo simplesmente como ela é bela e feliz,
dentro de mim do jeito que é,
alguém as ter traído,
alguns abandonados e chutados,
outros esquecidos,
mas, tudo isso não importa,
alguém fecha uma porta,
mas outro alguém abre uma outra porta,
pois, para alguns que se cansam, há relva para o descanso,
para aqueles que se sentem diminuídos, há o amor divino,
como recompensa.
para os traídos sempre uma esperança,
para os abandonados sempre há um abrigo e,
para eu e você haverá sempre a lembrança de que simplesmente somos,
amaveis, confiavéis,
por que apenas somos homem e mulher e,
aqueles que nos traem ou nos abandonam,
para nada servem e para nada prestam,
portanto, não somos uns traídos, muito menos abandonados,
somos amados, somos verdadeiros,
somos talvez um nada, ou somos o tudo,
pois, nada e tudo são infinitos e são iguais e,
nessa desigualdade alguns pensam que são demais e,
que nos outros somos de menos,
mas, assim como o coração de Deus, o meu e o teu,
somos mesmos é de menos,
e como é bom ser de menos e,
eu adoro quando os que se sentem de mais,
me tratam como de menos e,
me deixam pela estrada, no pensamento que estão a me fazer sofrer,
que engano esse saber,
pois ao nos trair e nos abandonar,
em suas considerações que somos de menos,
nossa felicidade de recomeçar,
recomeçar com nós mesmos,
simplesmente por que somos de menos,
e como de menos somos,
somos mais,
pois ser demais é naturalmente burro,
pois todos se sentem de mais
e por isso são iguais
se abandonam, se traem e,
nós de menos sabemos amar,
sabemos viver na amizade e na felicidade de nós mesmos e,
de nossos corações e somos vitoriosos por sermos de menos e,
como ser de menos,
é ser uma jóia, é ser raro,
é ter valor, ser valioso em seus sentimentos,
e assim por sermos abandonados há própria sorte, não padecemos da morte,
da morte em vida...
mas, sim vivemos sempre eternamente mesmo após a terrena morte,
portanto, não somos traídos, nem abandonados,
somos sim uns iluminados da própria vida além da mote.´
somos o mistério belo da vida,
o elo que liga o amor terreno ao amor divino.
somos o amar incondicional a zelar pela vida, pela amizade,
enfim, somos a felicidade em nós mesmos,
somos os não traídos, somos os não abandonados,
para sempre vou te amar,
somos sim os raros e valorosos amores a sermos vividos.
somos a felicidade, a caridade o bem da vida,
somos nós os sobreviventes de uma amor infinito.
Traidos e Abandonados são os que nos traem.
A como é bom ser de menos, ser jóia rara e não o joio do trigo.
Traídos e  Abandonados quem sóis!. Sóis Vós.
Que me Traiu e me Abandonou.!


Professor Wagner Jardim

09/02/2010

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Onde Está Você... | 25Fev2010 11:57:25

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | GULA | WAGNER JARDIM
 
Onde está você minha mulher,
Minha menina, meu lamento,
Minha canção de amor?
Saudade de fazer amor com você,
Até o amanhecer...
Saudade de suas mãos em meu corpo,
De sua boca me aquecendo....
Saudade dos passeios da sua língua,
A explorar cada canto do meu corpo,
Saudade de me sentir dentro de você,
Me enlouquecendo...
Me alucinando...
Sentindo você por inteiro...
vem para mim vem, te quero!
Vem que te entrego ele todo,
Meu pensamento é você,
Seu rosto, seu corpo, seu
gosto.
Cada momento ....
contigo, aumenta a vontade de ti.
Vem cá chega bem perto e me deixa te mostrar como te quero!
Vem que já ando perdido de vontade de Você!
 

Professor Wagner Jardim


25/08/2009

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Senti.... | 25Fev2010 11:52:05

Publicado por: (..)

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7 PECADOS | LUXÚRIA | WAGNER JARDIM


Hoje, eu te vi, te senti,
Senti tua energia, teu calor,
Tocamos nossos lábios, acariciamos nossos cabelos,
Tocamos nossos corpos, por inteiro, nos sentimos,
A troca de energia foi intensa, a vida foi vivida na essência,
Trocamos carícias, abraços, em nossos abraços,
Nossos corpos se juntaram, na alma, na pele,
Por fora e por dentro, foi a mais bela experiência,
Já vivida já na idade adquirida, foi belo sentir o tempo,
Cada cantinho no espaço, não ouve cobranças,
Ouve apenas prazer, de dois corpos e mentes,
Em dois corpos presentes, cheios de Amor,
Cheiros nos corpos, de uma energia sexual pura,
De duas vidas adultas a se completar,
E num ato realizar nossos desejos,
Foi lindo, uma verdadeira insistência da existência,
Foram duas vidas vividas inteira numa noite de vida.
Amor incondicional, emocional.
Amor sexual da mais linda pureza.
Amor simples, Amor vivido.
Num ato lindo da natureza.
Só Amor!
Prof. Wagner Rogério de Souza Jardim

23/08/2009

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