A Espera e o Encontro | 01Jul2009 16:58:58

Publicado por: Ibernise

 

No encontro de cada dia, Faria da tua amizade A luz que me acendia Um motivo de vontade...   Do jeito que eu queria Nas nuances da verdade,

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Pecados: Minha Culpa | 01Jul2009 16:23:28

Publicado por: cina

BLOGTOK| CICLOS DE POESIA| 7 PECADOS| PECADOS| DE MOURA

 

Esbato meus pecados contra ao peito

Um sufoco

Uma dor

Numa angústia, sem calor.

 

Confusão

Sentimentos, que não são.

 

Arrogância vaidosa

Num mundo sem escrúpulos.

 

Já ninguém sabe o que é, ou quem é, o Amor

Os pecados têm a mania de se antepor.

 

É fácil apontar o dedo

Mas difícil é decifrar, o que está por detrás do degredo.

 

Vou caindo numa culpa

Minha, grande culpa.

 

Já não chegam as lágrimas choradas, aqui e além

É preciso voz altiva, e ser alguém.

 

A guerra se transformou no que antes era uma lagoa ardente de amor

O amor chora baixinho, mas se enfurece em tempestades altivas de fulgor.

 

Haverá perdão para tanto pecador?

Saberá o pecador resgatar-se a tempo antes que entre em conflito premanente com o Amor?

 

Já não sei!

 

Excluo os demónios que me rodeiam

Numa tentativa de livrar os meus pecados.

 

Numa angústia, sem calor

Um sufoco

Uma dor...

 

 

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A mentira que é o Segredo HD - HQ - O ( The Secret ) Apocalipse | 30Jun2009 22:38:08

Publicado por: Carlos Ferreira

 

Não esqueças o poema de António Aleixo, que para a mentira funcionar, tem de haver verdade à mistura. Quando leres o segredo, ele também te revelará algumas verdades. É preciso separar o trigo do joio, minuciosamente.

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O Rei Está Nu... | 30Jun2009 06:46:15

Publicado por: Ibernise

 

Poetas falam do essencial. Mas qual é, ou o que é isto? _É invisível para os olhos... Diz Exupéry...

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"Urgircidades"*** | 28Jun2009 18:02:30

Publicado por: Diana Balis

Imag.008_2.jpg“Urgicidades”

 

A vida de "urgicidades*"

Cindiu no peito as armaduras de felicidades

O tempo cora a morada de espreita rua

O vigor da artista iluminista na linda veste nua.

O amor ateu do nobre plebeu, algemado ao desagrado deleito.

Viver é transgredir portas fechadas e aproveito.

No muro amarrada em anedota e preconceito.

 

Diana Balis Rio de Janeiro, 26 de junho de 2009

(*fiz uma junção de urgir e cidades)



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Dead can dance sanvean | 27Jun2009 18:21:32

Publicado por: Carlos Ferreira

 

Não são vistos nos meus escritos pontos de interrogação ou exclamação, pois as interrogações e as exclamações serão as tuas, assim que se acender o teu discernimento como acende a pólvora, e logo que ele arda, como arde a madeira seca.

Quando a terra reclamar os vossos membros, então dançareis livremente.

 



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Um Poeta Nas Estrelas | 27Jun2009 06:27:42

Publicado por: Ibernise

Lançar o olhar... Demorar... Retornar ao ponto, a mirar, ao ponto da miragem...
Miragem é o que muito se quer... No vazio distante... Matar a sede, obter água naquele exato momento... Encontrar a fonte de águas cristalinas e ver o sol que antes escaldava a pele, agora em raios, transformar-se em estrelas, pequenos diamantes à flor d'água... Crespinha, risonha... A descer pela garganta, escorrer pelos cantos da boca...

Michael Ja

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texto metafísico | 26Jun2009 11:47:20

Publicado por: Carlos Ferreira

 

    Eis a história da justiça entre os homens, certo dia dois homens passeavam pela praia quando encontraram uma concha recheada. Os homens travaram-se de razões para saber a qual deles a concha pertencia, dizendo que a viram primeiro que o outro e por aí em diante. Um juiz, que por ali passava, vendo a discussão, aproximou-se apresentando-se aos demais que aproveitando tal oportunidade pediram ao juiz que resolvesse o caso. O juiz então, pega na concha, abre-a, come o recheio e entrega uma casca a cada um dos homens. E ainda hoje funciona assim, a justiça dos homens. Ora ora, a vida não consegue ultrapassar a beleza da morte. Porque se nada existisse estaríamos no paraíso, haverá melhor paz que ultrapasse a não existência, melhor conforto e melhor satisfação, pergunto ainda se haverá melhor realização. O facto de não existir é a realização total sem lamentações, é o topo dos topos. A vida é a verdadeira morte e a morte a verdadeira vida. Passamos da efermidade da vida para a cura da morte. A morte completa-nos todos os sonhos, a morte realiza-nos. Ela é o nosso suspiro de alivio, ela é a benignidade imerecida. O filósofo Sócrates também disse que a vida só merece ser vivida se for com sabedoria e conhecimento e que o ser humano para fazer o bem terá primeiramente que saber o que é o bem. Já Darwin disse que a evolução, adaptação e sobrevivência tem de ser equilibrada, sensata e harmoniosa, mas isto a humanidade não decorou nem tão pouco sublinhou. Eis o discurso dos usurpadores e dos que cometem ultraje: errar é humano, nós não sabemos tudo, nem nós queremos saber tudo, pois se tudo soubéssemos a vida perderia a beleza e não tinha piada e alem do mais desde o princípio das coisas sempre se cometeram ultrajes, os fortes sempre predominaram sobre os mais fracos. É sob este escudo que procuram tapar a sua nudez e esconder os seus crimes. E como tão bem lhes servem as expressões: eu só sei que nada sei e melhor roupa ainda é as vestes de Darwin e a sua teoria da evolução, autênticas túnicas que encobrem as nódoas que lhes saturam espírito, carne e alma. São os escravos da cultura inculta e se nada sabem, porque será que teimam em ocupar cargos e precipitam-se em fazer leis, porque prometem eles coisas, porque julgam eles e por que razões outros ainda caem em tal frágil ladainha. Pois vejo as pessoas investirem na carne, mas a carne morrerá. Vejo-as embelezarem a carne, mas a carne que envelhece. Investem em saco roto. Vejo-as a adquirirem bens com esforço brutal, para que esses bens sejam entregues a outros gratuitamente, no final das suas vidas. Mas eu invisto na alma, que é um bem que me pertence e que me acompanhará sempre. Eis que os ladrões e opressores são substituídos por outros de igual espécie, seja por revoluções sangrentas, seja por eleições livres. Seja com consentimento ou sem ele, por maiorias ou por minorias, a história repete-se. Há milhões de anos que a humanidade assiste exactamente ao mesmo filme, deixando-se enganar por cenários e personagens. Isto denota que realmente há uma lacuna racional daqueles que dizem ser e pertencer à única espécie racional. Um cego guia outro para prejuízo de ambos, eis a história da humanidade, a única espécie irracional que habita a terra. As certezas dos homens e mulheres são baseadas em suposições. Logo, tudo o que é afirmado sem supor, sendo certo e sem dúvidas não é bem aceite pela comunidade, é algo não familiar. Não pode ser verdade, dizem, não há duvidas que nos dêem margem, para que nos possamos esconder. Ora, todos morrendo, o que eles armazenam com grande ganância será dado, sim, tudo é deixado para trás e é dado a outros. Se todos estão aqui de passagem, para quê as disputas de valores senão, para denunciar uma conduta errada e sem sentido. O ser humano não passa de um vírus, um parasita e usurpador no seu meio ecológico. Um destruidor sem escrúpulos nem sensatez, é algo realmente mau e ignóbil. O mundo é uma enorme prisão, cadeia, cárcere ou como lhe quiserem chamar. Todos os seres estão presos há sua condição e todos entoam cânticos de uma falsa liberdade. Toda a vida resume-se a uma hipocrisia profunda ou precoce. Todos estão acorrentados, sim, todos os que vivem partilham essa condição, a de prisioneiros. Quanto ao sexo, as mulheres têm duas vaginas, uma entre pernas e outra dentro do crânio. Nos homens regista-se também dois pénis, um entre pernas e outro dentro do crânio. Elas embelezam a vagina, usam roupa interior visível no exterior que depois vão tapando durante o seu percurso. Na face, também usam de cosméticos de beleza que procuram tapar e esconder mediante algumas presenças. Há um comportamento de protecção vaginal entre pernas como acima do pescoço. Nos homens as reacções são as mesmas, excitam-se primeiramente com o pénis do crânio e mostram-no com as suas reacções que depois de exibidas passam à segunda fase, que é o pénis entre pernas. Há portanto dois actos sexuais, o primeiro com os sexos acima do pescoço e em seguida com os sexos entre pernas. Tudo lixo. As pessoas são exploradas no trabalho e quando este mostra falência, fazem-se manifestações para que os postos de escravidão sejam mantidos. Dizem que os bons actos de cidadania passam por cumprirmos as leis, leis que visam a manutenção do sistema corrupto, que enriquece os patrões e os governos, empobrecendo os cumpridores das ditas leis de cidadania e patriotismo. Tudo contos do vigário. As pessoas não têm opção de voto, pois votem em quem votarem, as coisas ficam na mesma. Ainda que tenham opção de quatro canais de televisão e diferentes meios de comunicação social, todos pertencem ao mesmo conto do vigário que visa o aproveitamento das fragilidades intelectuais das pessoas. As pessoas encontram-se presas e acorrentadas num monopólio que as suga e explora. Na questão do universo ficará sempre assente que a matéria sempre existiu, mesmo que não fosse durante algum tempo palpável. Mesmo nos espaços onde a matéria não é palpável, ela está lá, sob outras formas, como o oxigénio e outras. Há claramente a eternidade da existência. Resta provar a não existência. Ora o que aqui está em jogo é o crescimento de cada ser individualmente, através de experiencias a que se vai sujeitando ao longo dos percursos em que é lançado. Há um tempo designado para essas coisas. Claro que, sendo o poder de deus infinito que diferença faz se morrem alguns ou se há calamidades, se ele tudo pode restituir para quê a pressa de evitar, os seres têm até o privilégio de morrer, de se matarem uns aos outros, enfim, de toda a liberdade. Haverá melhor plataforma de crescimento que esta, não, não haverá. Liberdade de escolha e de acção com um fim e propósito, basta escolher. Que generoso que é deus. Podemos ainda observar com clareza que as ordens sociais sempre foram adquiridas pela força, pela imposição brutal, pela mudança a toda a força devido ao cansaço. Tudo isto feito precocemente, aplaudido pelas massas enquanto fazem transições de poder nas suas costas. Dizem e denunciam o fracasso das gerências às prestações, esperam momentos oportunos e dizem entre eles, convenhamos assim pois é assim que nos convém. Parecem não saber as pessoas que só haverá ordem social quando houver ordem dentro de cada ser, pois o bem é um só e convém a todos, é um bem plural bem distanciado deste bem actual que parece servir só a alguns. Claro que o ser humano sempre aderiu a modas, fazer o bem porque parece bem. Aprendeu a ser camaleão de ocasião, sorriem mesmo para aqueles que exploram, que enganam e que procedem por conveniência. Entrou em convívio, como um estranho perante estranhos, sorri ao bem e ao mal por conveniência numa trilogia, uma saga pouco esclarecida. Também é sabido que enquanto as coisas estiverem ligadas e oscilarem numa qualquer bolsa de valores, até com as desgraças de outrem haverá lucros, acentuando a perca de valores sociais e humanos. Serão lançados vírus para venderem medicamentos, serão feitas estradas perigosas e carros em fibras para que haja grande movimento nos mercados e bolsas de valores. Reflecte-se assim a personalidade dos humanos. Desde sempre a humanidade foi sendo governada segundo os seus medos, alimentando as suas utopias, sem nunca lhes dizer que só a palavra utopia é utópica e nada mais. Há uma constante prostituição das personalidades e da história em favor de alguns que também são prostitutos. Há um claro abuso que se pode comparar à pedofilia no que respeita à manipulação, as sociedades tornam-se palco para malabaristas e ilusionistas de egos, sentimentos e linhas racionais. Mas é tão culpado o actor como aqueles que o aplaudem, são eternos cúmplices e prostitutos de proximidade em algo que engana a ambos e que a ambos ilude. Saciam fora o que devem combater dentro. Também se consta que foi o homem que deu nomes às coisas e coisas aos nomes, segundo a sua medida, não a medida dos objectos, mas segundo a sua. Nunca ele reparou no equívoco que era confiar em si mesmo, iludir-se com a sua demente ostentação, obedeceu sempre ao apelo da sua cegueira e deixou-se conduzir por ela. Ainda hoje se sentem os reflexos disso e podem ver-se na moldura planetária. No trilho que ele foi deixando e que ainda se pisa. Mas deus é grande e deu espaço a tudo, providenciou tudo isto e foi vendo a criação florir, para ver o que dali se aproveitava e foi aproveitando, aproveitando. É de esperar, espero sinceramente, que a gripe suína mate os porcos humanos. Há vírus que vêm por bem. Os seres humanos precisam de mais uma lição, para continuarem a não aprender nada, a ficarem na mesma. Os cães ladram e a caravana passa, mas é uma imagem parada, pois nem a carruagem passa nem os cães começam ou param de ladrar, é um poema, uma foto. Com este andar de coisas o mundo começou ontem e acaba amanhã, sem ter um começo nem um fim, pois tudo está parado no tempo no que respeita ao desenrolar humano.Os de hoje são os mesmos de ontem e serão os de amanhã. Neste carrossel parado que finge mover-se e todos acreditam nele, todos, menos os sábios, que se retiram desse carrossel da sociedade humana e caminham, esses caminham, mesmo estando tudo parado. Controladamente parado, pois o controle de massas tem medo do desenvolvimento, para que não perca o controlo.  Então travam-se e são travados, enquanto procuram punir aqueles que se movem. Ser animal é um privilégio ao passo que humano é uma maldição. Os animais são livres ao passo que os humanos são escravos deles mesmos e pagam pesado tributo. Os sistemas sociais fazem dos humanos moscas que giram dentro de um frasco. O mundo torna-se pequeno para tão pouca gente, consomem-se os espaços, asfixiam-se e atropelam-se. Sem darem conta do espaço, infinito. O ser mais individualista e egoísta que procura agrupar-se em sociedade, talvez porque assim as presas estejam mais próximas, sim, é isso.  Visto que se asfixiam e devoram os espaços. Mas nem tudo é assim. Pois existe o bem e as suas pessoas. Mas isso é outra história. Podem pois, serem até esses os humanos, sendo os outros animais. Pode haver humanos em forma de cães e cães em forma de humanos. Sim, é isso. É preciso destrinçar, serão feitas grandes descobertas nesses campos, a quem neles quiser entrar. Há porcos muito humanos e humanos bem porcos.  

 

Até já.

  

       

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A NEGAÇÃO DO DESEJO | 26Jun2009 00:21:09

Publicado por: Ibernise



Diante do belo o melhor é relaxar
Fazer nada...
Deixar o sentimento comandar...

Fazermos as pazes com a vida
Para não nos esquecermos
De nossos próprios desejos...

Conhece-los já não é tão fácil
Mas depois de desvendados,
É só deixar fluírem, com cuidado...

O desejo é sutil e perigoso
Mas é ele

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BioMach | 23Jun2009 16:42:44

Publicado por: ../..

António Fernando Leite Machado (Afmach), nasceu em Barcelos,no ano de 1957.

 

A sua vida, nunca fácil, sendo alguns momentos bastante agreste foi em grande parte ocupada co a necessidade de expressar as emoções que dentro de si brotavam, através das cores.

 

Autodidacta, iluminado por uma virtuosa energia, fi construindo a sua vasta obra com um cromatismo ousado e até mesmo provocador, evidenciando uma simplificação da forma susceptível de produzir grandes contrastes e oposições.

 

Durante o seu trajecto recorreu a várias técnicas, procurando sempre evolução na forma como transmitia a sua mensagem, chegando mesmo a utilizar as mãos sobre a tela, moldando as tintas como quem acarinha um filho.   IMG_6695.JPG  

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O Resgate do Amor na Diferença | 22Jun2009 21:04:44

Publicado por: -Ibernise-

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Os interesses comandam as ações humanas.Na via da influência dos interesses de Habermas temos trabalho, linguagem e poder. Esta tríade converge para a relação homem-homem-natureza.

Este comando de interesses é interrelacionado e cada um contém os outros. Assim, homens se relacionam entre si e se relacionam com a natureza que está dentro de si e fora de si.

O interesse do trabalho, como meio de sociabilidade, provém de sua formação central na cultura ocidental, assim como do fato de que é possivel deduzir suas regras a partir de um núcleo lógico original - a identidade e a diferença dos sujeitos da dialética da reciprocidade.

No entanto a força (impulso), que aliena e que faz o eu sair de si, na condição de perder-se para se encontrar, surge como violência da identidade e dominação da diferença.

Essa força insere no escrito da diferença, hegeliano, a necessidade de reconhecimento de uma identidade construída pela mediação do outro, que é ao mesmo tempo, idêntico e diferente.

Esta dialética da desigualdade, sendo o primeiro momento da consciência-de-si, é veículo de transporte de questões implícitas na tradição judaico-cristã. Questões que podem ter expressado relações de dominação e servidão, recompensa e castigo, as quais assinalam uma etapa intermediária no caminho da religião revelada.

Nesta idéia, só o homem reconhece (infinito separado). O Senhor (Deus), é reconhecido em sua infinidade e poder. Um Deus que não reconhece a liberdade do homem. Tal senhor se impõe através de mandamentos (Amar ao próximo como a ti mesmo), e proibições (Não matarás!). Esta é uma forma de submissão absoluta.Uma forma de consciência que se evidencia nas relações ( como se mostra a dialética do senhor e do escravo), senhor/escravo é unilateral e insatisfatória, porque nada muda.


Para as relações de trabalho, trazendo consigo igualmente, os interesses contidos nas relações de linguagem e poder, cristaliza-se também esta visão estacionária, pois mesmo que o escravo se torne senhor, as posições são duais, desiguais, polarizadas. Continua o conflito acirrado.

Mas ao nível de episteme, muda pois o saber do escravo é diferenciado do saber do senhor.Suas histórias, suas experiências encontram no espírito a unidade.O que arremessa novamente para o desafio da religiosidade.

Se o espírito é unidade, não pode perdurar sob a forma das diferenças. Portanto no caminho da religião revelada, sucede ao judaismo, o cristianismo. Este assinala o advento do reconhecimento mútuo entre Deus e o Homem. Esta reflexão devolve a religião, ou algumas de suas vertentes, uma forma, uma ética flexível e menos radical.

Assim, o nascimento paixão e morte de Jesus Cristo, ganha uma elucidação, pelo menos na história, que marca justamente, o momento da entrada do espírito nesta reciprocidade do reconhecimento absoluto. O Cristo significando o termo médio, ou a mediação absoluta.

Sem esta mediação, ou seja, sem a aceitação desse Cristo, permanece a separação, a relação de exclusão do outro na religião (O Pecador), que não aceitando a mediação, permanece de fora, perpetuando as diferenças, não podendo ser reconhecido como um igual.

Ao que está de 'fora' do grupo não interessa, a ele pode acontecer o que for, ele é diferente, escolheu ou se tornou um ser diferente. Pode ser aniquilado, esquecido ou perseguido por esta diferença? Esta é uma questão que se põe a contemporaneidade.

A episteme ocidental, coloca aquela totalidade, do grupo que está 'fora', como diferente. As coisas que a explicam são colocações impostas de conceitos mecânicos e isolados. Interesses mesclados nos bojos do trabalho, da linguagem e do poder.

Tais conceitos contribuem para a formação de uma identidade falsa, porque é uma episteme que jogou fora elementos explicativos, tais como movimentos de grupos minoritários como: crianças, mulheres,negros,índios, homossexuais; ou seja quaisquer minorias representativas em qualquer espaço de convivência, quer seja o estado quer seja uma instituição, uma classe... Estes que estão ou ficaram 'de fora' . O 'pecador', o que não se enquadra, o que age, ou crê diferente tem permanecido à margem do processo motor da história.

Assim as sociedades totais (Michael Foucault) se contentam em vigiar e punir. Impor uma aprendizagem por recompensa e castigo. Discriminar ações, supostamente privilegiando princípios éticos, cujo exemplo é pelo menos, ou quando muito, duvidoso, não movido por convicções autênticas.

A Bíblia mostra dois momentos para que haja um caminhar fluente nas reflexões, indo do Antigo Testamento, para o Novo Testamento. No primeiro o Deus do temor, a divisão, no segundo a suposta intenção de síntese. O temor se transforma em amor, como princípio e por princípio primeiro, não como recompensa. Este é o grande legado na história da fé cristã.


Assim não perdoo porque amo, mas amo porque perdoo.


Ibernise
Indiara, (Goiás,Brasil), 22.06.2009.
Inédito nesta data.
*Núcleo Temático Filosófico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

 

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O raio da gaita | 21Jun2009 22:54:21

Publicado por: Pedro Pato

 

 

O raio da gaita

 Estava nu no meu quarto

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PittBUSH | 20Jun2009 23:44:46

Publicado por: Pedro Pato

 

PittBush   Eu quero ser o PittBush O homem colossal Atormentar as minhas vitimas Po

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Princesa aflita | 20Jun2009 23:38:22

Publicado por: Pedro Pato

 

Princesa aflita   Princesa bonita  … Mas muito malvada Fala com o seu espelho … Numa procura desesperada Com um

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Tu mesmo | 20Jun2009 23:28:00

Publicado por: Pedro Pato

 

Sê tu mesmo   Sê tu mesmo, o próprio Simplesmente tu mesmo Não deixes entrar as imitações

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das mulheres sobre os os homens | 19Jun2009 00:00:00

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Ainda em relação ao casamento e agora vendo pelo prisma feminino, também não lhe enxergo virtudes depois da primeira semana de união. Eu sei que depois vão dizer que não, que com vocês é diferente, que continuam muito apaixonadas mas cá entre nós sabemos que não é bem assim, que se tivessem a certeza que ele não lia vocês confessavam que sonham com o Brad Pitt enquanto ele vos calca a bexiga feito um rossinante. Não me digam que não pensam nos mimos que o Patrick Swayze prodigaliza à Demi Moore no fim daquela queca no ?ghost? enquanto ressona esvaido aquele barrigudo de cerveja ao vosso lado, sim aquele mesmo que vos fez fazer poemas de amor de fazer corar a Espanca. ? quem precisava ser espancada era eu por ter casado com esta cavalgadura ? pensam vocês que eu sei. Bem, e quando o anormal começa a comer? Enche aquela boca de feijãopreto, ri-se com os dentes cobertos das cascas de feijão dando um ar de cariado á dentadura de mongolóide que ostenta enquanto arrota para gáudio dos miudos que logo o começam a imitar dando lugar a um concurso de arrotos que as tiram do sério. Eu ás vezes compreendo porque é que quando uma gaja põe os cornos ao marido ele arma uma cena de faca e alguidar, despeja com ela na rua e promove-a a soldado raso entre as meninas que decoram a esquina lá do prédio a partir das 12.00 da noite, mas quando é ao contrário, o anormal corneia a legitima, ela arma uma cena de baba e ranho durante uns dias mas depois perdoa-lhe. Ela chora por o gajo não ter ficado com a outra, e perdoa-lhe porque ele, a pensar que ela o ama muito, dá-lhe umas quecas mais parecidas com as performances que obtinha enquanto ela lhe dedicava poemas. Mas é rápida a mudança, logo, logo ele volta ao mesmo. Provação das provações, ele vai sair com os amigos para uma noite de copos, chega bêbado e com tesão (psicológico), vocês fazem de conta que dormem para ver se o abestunto desiste mas não, ele enfia mãos e outras coisas (moles) por tudo quanto é lado e depois enjoado do balanço vai para a casa de banho vomitar, vomita no lavatório, vomita na sanita, vomita no bidé e adormece deitado no sofá da sala a acusá-las de frigidas? Haja paciência?E depois tem aquela maniazinha de não levantar a tampa da sanita e deixar aquilo molhado para o seguinte que são vocês, apertar a bisnaga da pasta de dentes a meio e deixar o lavatório todo borrado de sabão da barba? - Mas é mesmo burro, não aprende? - além de que para cuidar dos filhos tem sempre uma desculpinha, que mete nojo mudar fralda, mas esquece-se que também mete nojo ouvir e cheirar os peidos dele. Mas minhas amigas não se queixem, enquanto têm filhos conseguem sempre partilhá-lo um pouco com alguém, quando os filhos se forem embora ele vai ficar tudinho para vocês e aí nem a vizinha do 5º esquerdo o vai querer por muito rodada que seja.

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Vaidoso Desejo | 18Jun2009 01:57:17

Publicado por: Ibernise

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Um ato lógico-informal de liberdade
É te querer tanto neste amor tão cego
E nas histórias do compartir me apego
Num prazo que não perde a validade.

E dentro do espaço permitido ao Ego
Vivo no limite dos teus braços, vaidade...
Pra salvar as janelas da tempestade
E não ter que usar tábuas e pregos.

Neste intuir calmo e espelhado, sou elo,
Vivendo a conjugar as ações, sem medo
Pois te amar tanto, estar junto me apraz.

E na tua amizade mais me desmantelo
Como tsuname a ti me dou, me concedo
Te amando, e sempre querendo mais


Ibernise
Indiara, (Goiás,Brasil), 17.06.2009.
Poema inédito nesta data.
Núcleo Temático Romântico.
Direitos autorais reservados/Lei n. 9.610 de 19.02.1998.

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Uma Força Estranha no Ar | 18Jun2009 01:52:17

Publicado por: Ibernise


Sem gaiolas idéias  voam livres para te ver,
E com você ter a lição do amor que você faz...
Uma fantasia que já não podemos entender
Como uma lenda sem fim, um sonho audaz...

Do alto me lanço a ti, num encontro de paz.
Os meus desejos trafegam ávidos pra viver,
Sem gaiolas idéias  voam livres para te ver,
E com você ter a lição do a

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Nascimento Do Grupo Surrealista De Barcelos | 17Jun2009 15:30:15

Publicado por: carlos américo

No dia 18 de Novembro do ano 2004 Carlos Américo, Justino Martins e Fernando Afmach são recebidos em casa de Mário Cezariny.

Nasce assim o grupo Surrealista de Barcelos, baptizado por Mário Cezariny como tal.  

Um encontro organizado por Teresa Felgueiras.

 

 

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Grupo Surrealista de Barcelos | 17Jun2009 15:14:12

Publicado por: carlos américo

 

 Este vídeo é constituído por 3 partes, finda a primeira, seleccione com o cursor a 2ª e faça

O mesmo para assistir à terceira.

 



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PUSSY, PUSSY, come on in pussy lovers | 17Jun2009 00:00:00

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Gosto muito de ver os poetas e poetisas a falar de amor, é o tema mais abordado, mais cantado, mais adorado. O amor é assim a modos que a água que nos rega e nos faz medrar se somos correspondidos, ou um pontapé entre as gambias (sim, naquele sitio!) se não é correspondido. E agora? Digam-me lá o que isso tem de poético, as senhoras podem não entender do que falo, mas os homens sabem muito bem o que custa um pontapé nos ditos cujos. Desafio esses mais choramingas que andam por aqui sempre a verter lágrimas de amor a escrever um poema com essa dor lancinante nos penduricalhos.
E direis vós: - mas não e tal, áhh porque o amor tem muitas vezes um final feliz e mais não sei quê? - pois, digo eu, eu concordo mas esses finais felizes acabam irremediavelmente com um solene ?e viveram felizes para sempre?, ou seja o casal de pombinhos deu como epilogo a esse grande amor que os fez verberar poemas de paixão, um casamento, ou vá lá, uma união de facto que é mais moderno. Ou seja são burros, mais lhes valia deixarem-se andar com essas lamechices de poemazinhos para lá, poemazinho para cá, gritos surdos no peito para lá, corações trespassados para cá. Vi aqui há uns tempos em qualquer lado que se o casamento fosse uma coisa boa não eram precisas testemunhas. E depois, vamos convir que é chato, a primeira semana ainda vá lá, mas acordar ao fim de trinta anos com uma dor no maxilar que uma gaja que dorme ao nosso lado nos enfiou com o cotovelo numa das mil voltas que dá na cama durante a noite, santa paciência? mas não se preocupem, depressa esquecem a dor no maxilar ao ver o susto de mulher que tem ao lado, a dormir num ar abandonado que num poema o poeta classificaria como ar angelical, mas não? A gaja ressona que se farta, produz por baixo dos lençóis gás natural que dá vontade de mandar os Ucranianos cortarem de vez relações com os russos, aquilo dava para canalizar até à Austrália. Mas se pensa que já passou tudo, está redondamente enganado, vem aí a manhã, a derradeira provação. Bem, se ela não lhe apetecer acordá-lo e interromper o sonho delicioso que está ter num terno cavalganço com a Maité Proença já está com sorte, mas de uma coisa não se safa, ao acordar estremunhado a resmungar com o despertador, com a ciática que não o larga, aquela comichão nas virilhas que o faz ter vontade cortar rentes as jóias da família, para além de tudo isso entra na casa de banho e vê aquela mulher com quem andou a desperdiçar poemas de amor, sentada no vaso sanitário com umas cuecas de gola alta penduradas nos tornozelos, o rosto vermelho de esforço na tentativa de excretar um urubu grossíssimo que insistiu em se prender aos esfíncteres e dali não sai nem ninguém o tira exalando um cheiro nauseabundo na casa de banho exígua, que dá sentido que se chame à merda do seu quarto o pomposo nome de suite. E quando um gajo sai para o trabalho ainda querem um beijo nos beiços, não queriam mais nada pois não? Depois somos nós que já não somos românticos? mas há romantismo que resista a isto?

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Humanos | 16Jun2009 21:31:32

Publicado por: -Ibernise-

BLOGTOK | CICLOS DE POESIA | 7PECADOS | PECADOS | IBERNISE

Deus fez o ser humano,
Ele nos fez divinos...
Sua imagem e semelhança...
Somos humanos,
E por isso somos divinos...

Mas há castas na divindade...
Assim, quanto mais humanos somos,
Quanto mais somos divinos.

E foi criado o pecado
Pelo ser humano e divino
No reverso da virtude
No plano de um só destino

Que lembra nossa humanidade
E nos une em irmandade,
Que ao final do jogo
Confere a todos os níveis,
De divindade,
A tão sonhada igualdade...

Ibernise
Indiara (Goiás/Brasil),16.06.2009.

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Má Sorte do Náufrago (FUNNY) | 16Jun2009 14:59:51

Publicado por: Pedro Fonseca

Se um dia se encontrar nesta situação, não seja precipitado...



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Diálogo | 16Jun2009 08:08:29

Publicado por: carlos américo

Alguém que não é ninguém,

O que lhe falta para ser?

Terá que voltar atrás

E pensar pensar pensar

Para que possa sentir

Uma flor a crescer.

                                             

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Ida Ao Teatro | 16Jun2009 08:06:55

Publicado por: carlos américo

Lindo teatro fui ver

Indo para lá a correr

Para escolher o melhor local

Para a peça melhor ver.

No silêncio em palco entravam

Com lindas batinas pretas

O povo com respeito olhava

O espectáculo começava.

Levante-se o réu! Réu levantado.

Por você cá vir, já está condenado.

Vossa excelência está a ser injusto.

Esteja calado…você é um estúpido.

Levante-se o réu! Réu levantado.

É a primeira vez que está a ser julgado?

Sou sim, Sr. Dr. Juiz.

Espere um pouco, vai passar umas férias

Ao meu hotel a Viana.

Levante-se o réu! Réu levantado.

Quantos anos tem? Ando na casa dos setenta.

Vossa excelência tenha pena de mim

Sou um pobre reformado.

A pena que tenho por si,

É mandá-lo para Custoias,

Porque lá é bem tratado.

Levante-se o réu! Réu levantado.

Jura falar a verdade?

Juro sim, Sr. Dr. Juiz,

Um homem está a ser julgado por outro

Isso para mim não é nada.

Você está preso.

Se vossa excelência me condena

Tem raciocínio lento.

                                              

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Cidade Sagrada | 16Jun2009 08:05:33

Publicado por: carlos américo

Cresci na profundidade de uma água límpida e

Cristalina, entre as partículas de fragmentos inertes luminosos,

Que alimentam a movimentação dos bichos marinhos

 Em toda a sua cidade permanentemente

Armados e vigilantes com os seus dentes cerrados.

Pelos mesmos terem vindo a ser ameaçados

De represálias,

Através de numerosos telefonemas anónimos,

Por uma força especializada

De monstruosas raposas

Mortíferas voadoras.

Em comunicado através da imprensa

Escrita e falada fazem saber que não temem

Represálias de espécie alguma,

Venham elas de onde vierem.

Que todos seus irmãos da cidade sagrada estão

Preparados para lhes matarem a fome,

Seja ela de que tipo for.

                                               

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Solidão | 16Jun2009 08:04:11

Publicado por: carlos américo

Sinto o mundo a bombardear

Sinto clarões no ar

Sinto anjos a gritar

Sinto vendavais a arrastá-los.

Logo eu sinto uma amnistia

A transformar este mundo

Em paz, amor e alegria.

E o mundo jamais poderá ver

Esses anjos a gritar

As carroças a voar

Os comboios suspensos no ar

Os aviões a nadar

As formigas a fumar.

- E eu?

Eu, carregado de ouro e amor para dar,

Já estava fatigado de gritar,

De gritar deste buraco,

Já sem esperança de ver o mundo

Se transformar para amar.

Quase morria no buraco esquecido

Com a fortuna que trazia comigo

Sem o mundo me deixar dar.

                                              

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Quadro Ébrio | 16Jun2009 08:02:39

Publicado por: carlos américo

Relembro:

Quando acabava de fazer uma visita a um bosque

A fim de assistir a um festival de bailado, executado

Por minhocas voadoras.

Espontaneamente deparo-me com esse lindo

Quadro ao fundo do meu horizonte, fazendo-se

Movimentar através dos próprios meios, em gritos

De gargalhadas, e com um grande sentido de humor,

Brotando jactos de luz que iluminava uma policia

Furiosa atrás de uma quadrilha de ladrões.

- Totalmente nus – que tinham acabado nesse

Preciso momento de perpetrarem um assalto a um

Estabelecimento de inteligência humana.

A sua pintura retratava quatro anjos corpulentos

Fumando charutos no cimo de uma catedral,

Servindo-lhes de protecção uma poderosa aranha

Com três lampiões fixos à sua cabeça, iluminando

Todo o seu redor.

Entretanto segui a minha caminhada,

A pé, perante uma noite já cerrada, cruza-se comigo

Um navio terrestre carregado de bichos todos

Felizes e contentes que logo me levaram na

Companhia de todos eles, a fim de me incorporar

Em toda a sua potencial festa.

                                                

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O Menino Vagabundo | 16Jun2009 08:01:11

Publicado por: carlos américo

Nascido e criado num bairro degradado

Onde imperava o mundo da droga,

Do álcool

E da prostituição.

Cedo se apercebeu, que a terra que o viu nascer,

Lhe causava bastantes náuseas,

O que lhe perturbava o seu bem-estar.

Então, um dia o menino pôs-se a pensar em imigrar

Para ir em busca da sua felicidade,

Para isso,

Sentiu-se na necessidade de construir um barco

Em que se fazia movimentar através de uma

Manivela.

Servindo-lhe, o mesmo,

Para lhe levar uma pequena biblioteca

Que o menino sempre gostou muito de leitura,

Assim como todos os seus apetrechos.

No dia seguinte, parou o seu barco

A fim de descansar num parque de estacionamento,

Foi então que veio a ser solicitado por um casal

 De pessoas ricas para ir trabalhar como criado para sua

Casa, indo então o menino todo feliz e contente no

Seu barco atrás dos seus futuros patrões.

Durante todo o seu percurso,

Todos os meninos saíram à rua

Com sorrisos e beijos desejando-lhe a sua

Felicidade.

                                              

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O Magnata Das Fezes | 16Jun2009 07:59:21

Publicado por: carlos américo

Vem de uma família religiosamente fanática,

De grandes poderes de feitiçarias,

Deixando-lhe como herança um belíssimo palacete

Construído com os seus utensílios da sua profissão

De bruxaria.

Ainda criança já revelava uma mortífera

Sensibilidade humana e uma inteligência invejável.

Dotado de uma cabeça minúscula e de um nariz

Com dois metros e meio de comprido, até parecia

Um nariz de ave de rapina.

A determinada altura, com suas potencialidades

Mentais, conseguiu transformar as suas fezes a

Brotar jactos de metal precioso,

O que lhe permitiu vir a ser hoje o detentor de das mais

Famosas joalharias de sanitas, construídas em ouro,

Que proliferam em todo este universo!

                                               

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O Fidalgo De Mandarim | 16Jun2009 07:57:35

Publicado por: carlos américo

O digníssimo fidalgo de mandarim é uma pessoa

Muito admirada e respeitada tanto no meio social

Como intelectual.

A determinada altura resolveu ir passar as suas

 Férias para uma das suas quintas que possui

Em mandarim de baixo.

Para isso fez-se deslocar num dos seus célebres

Cavalos de sete patas, todas em ouro maciço.

Quando o digníssimo fidalgo lá chegou, encontrou

A aldeia coberta de neve em pleno mês de Julho,

Assim como toda a sua população descalça e

Com uns simples farrapos velhos a cobrir-lhes os sexos.

Os cabelos, esses, já lhes serviam de agasalho

Por andarem com os mesmos de rasto.

O marreco, feitor da quinta, foi encontrado, pelo

Digníssimo fidalgo, em cima da chaminé do seu

Palácio, sem tronco e sem membros.

O seu feitor, logo desceu muito aflito, com os olhos

Mergulhados em água a ferver.

Começa então por lhe contar todo o seu sofrimento

Vivido no mesmo, durante a sua ausência:

“Saiba vossa excelência que o palácio foi

 Assaltado numa década consecutiva.

Pois esses malvados despojaram-no das peças mais

Preciosas que ele continha.

Ao décimo primeiro assalto voltaram cá,

Levaram-me os membros;

Ao décimo segundo assalto voltaram cá:

Levaram-me o tronco.

Foi quando, a partir daí, me refugiei em cima da

Chaminé com medo de eles voltarem a fim de

Me levarem também a cabeça!”.

O fidalgo, depois de ouvir o seu feitor desata

 Em grande gritaria: “Estou desgraçado, estou

 Desgraçado!”, vindo a desmaiar no chão.

O marreco, logo muito aflito com o estado

De saúde do seu senhor, foi transportá-lo no seu

Célebre cavalo de sete patas ao estabelecimento

Hospitalar, vindo ambos a sofrer um grande

 Acidente de percurso, com uma composição

 De comboio tripulado por baratas, que andavam

 Em digressão pelo país (tendo o marreco recuperado o

Seu tronco, assim como os seus membros, através

Do mesmo),

Ficando hospitalizados o digníssimo fidalgo assim

Como o seu cavalo numa clínica privada nos

Arredores, em estado que requer muitos cuidados.

                                              

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A Noite Misteriosa | 16Jun2009 07:56:02

Publicado por: carlos américo

Apareceu uma noite misteriosa onde se poderiam

Ver abundantes pedras preciosas,

Que inesperadamente saltavam para as mãos

De crianças, vagabundos da rua.

Apareciam árvores que transportavam cabeças

De anjos que deslizavam em suas pétalas.

Apareciam carrinhos de mão carregados

Com orquestras de bichos em ouro, que desfilavam

 Em cânticos, silenciosas.

Apareciam peixes de outros mundos

Que se cumprimentavam uns aos outros.

Apareciam víboras professoras a darem aulas

Aos seres da minha espécie.

Apareciam tapetes rolantes que levavam

Mensagens nocturnas para ambas as margens.

Apareciam barcos abarrotados de santos, vindos

De planetas estranhos que acabavam por se afundarem.

Apareciam mantos de cabeças de baratas brilhantes

Que faziam iluminar a noite.

Apareciam minhocas selvagens suspensas no ar,

A manterem a sua segurança para a terra.

Apareciam urnas voadoras transportando cadáveres

Que pediam desculpa pelas suas ausências.

Desapareceu a noite,

Com o céu coberto de pensamentos lúcidos,

Irmanados pelas cabeças dos anjos

Que permaneciam em suas árvores,

À superfície das águas.

                                             

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Asfalto Ardente | 16Jun2009 07:54:32

Publicado por: carlos américo

No asfalto ardente, em direcção à montanha, há

Uma cidade dentro de um túnel onde se vêem

Bichos sentados à mesa com os seus filhos mais

Novos ao colo, que se encontram de visita à cidade.

Nas ruas, vêem-se meninos a receberem aulas

De filosofia e psicologia.

No principal centro da cidade, vêem-se bancos

Em arranha-céus, a prestarem serviços de amor e sexo

Às toneladas.

No recreio das aulas, vêem-se crianças a brincar

Com bolas de diamante.

Nos estabelecimentos hospitalares, vêem-se

Golfinhos a prestarem serviço médico aos seus

Utentes.

Nas ruas e avenidas, vêem-se canoas terrestres

 A servirem de transporte à sua população.

Pela noite fora, movem-se lampreias, na venda

De revistas e jornais.

Nas praias, vêem-se peixes nadadores-salvadores,

Em vigilância permanentemente aos banhistas.

Em cada esquina, há uma rola brava com um filho

A seu lado, a manter a segurança na cidade.

Nos jardins, vêem-se poetas no cimo de árvores

Borracheiras, olhando um bando de passarinhos

Luminosos.

Num castelo, vêem-se letrados e juízes, assistindo a

Um imenso formigueiro a devorar a cabeça de um

Rei.

                                              

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A Serpente Megalómana | 16Jun2009 07:52:51

Publicado por: carlos américo

Um bando de guarda chuvas passou na cidade

Em brecha, transportando consigo trinta e Sete

Gafanhotos comodamente instalados.

Curioso é, que nesse preciso momento, encontrava-me

Eu no cimo de uma cereja olhando uma

Orquestra de caracóis, que inesperadamente surgiu

Na cidade descalça, percorrendo todos os seus

Cantos e recantos, a tocarem em seus lindos

Instrumentos.

Sobrevoando perante si, amontoados panfletos a

Festejar a sua chegada nem gigantesco carrossel,

A fim de assistir a um julgamento realizado no

Interior de uma carcaça de elefante.

O processo foi movido por duas formigas gémeas

A uma serpente, pela mesma ter vindo há décadas

 De anos a ocupar abusivamente o seu território

Constantemente embriagada, vindo-lhes a perturbar

O seu merecidíssimo descanso.

Lida a sentença pelo digníssimo juiz benfeitor,

Ficaram provados todos os argumentos prestados

Pelas mesmas, vindo a serpente a ser condenada a

Servir de alimento para as formigas.

                                                  

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Árvore Rolante | 16Jun2009 07:51:18

Publicado por: carlos américo

Caminhava eu, no interior de uma árvore rolante,

Totalmente coberta de lampiões, às faíscas,

Que iluminava um bando de crocodilos que festejavam

Um aniversário da sua existência.

Quando inesperadamente sou ultrapassado por um

Simpático leopardo de duas patas, a uma velocidade

Que quase me parecia um ciclone, suspenso no ar,

Transportando consigo centenas de bruxas e

Feiticeiros, com dezenas de sacos abarrotados

De sexos, às suas cabeças

- Fruto de um assalto a um palácio de prostituição,

Nos arredores da cidade fixa.

Entretanto, seguia eu o meu percurso perante uma

Floresta sorridente, venho espontaneamente a ser

Sobrevoado por numerosos enxames de abelhas

Em busca dos intrusos ladrões, a fim dos mesmos virem

A ser capturados.

No entanto, através de uma notícia da rádio, fui

Assistir a uma final de futebol entre as duas mais

Famosas equipas do universo,

Em que perante o meu acérrimo silencio,

Olho um dos treinadores aos gritos de trovão

Com uns gigantes binóculos aos ziguezagues, coloridos,

Voltando para o banco dos suplentes, fazendo entrar

Um atleta com noventa e cinco centímetros

De altura, totalmente pelado, a fim de converter uma

Grande penalidade.

Correndo este para a bola a uma velocidade

De duzentos quilómetros hora, saltando-lhe a perna,

Indo esta colidir com o guarda-redes.

Tendo este, morte imediata.

Fazendo-se o jogador desaparecer misteriosamente

                                   Com a perna ficando aquela multidão de gente

                                   Estática em estado de inconsciência de bocas

                                   Abertas para o ar.

 

 

                                             

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A Noite Invernal | 16Jun2009 07:49:48

Publicado por: carlos américo

Era uma noite invernal que instantaneamente

Se transformara de azul carregado de estrelas.

Lembro-me que dei por isso quando um cão já

Velho e vadio me veio convidar para a rua.

A partir daí, comecei por raios de mel

Que se faziam penetrar ferozmente nas partes superiores da

Minha espécie.

Eu, num relâmpago passava a ser homem lúcido e

Consciente começando por sentir o mundo habitado

Por anjos que tropeçavam nos metais mais

Preciosos que a minha fértil lucidez sentia.

Recordo que o denegrido silêncio das ruas e dos

Cafés que pairava, cessava e jamais era recuperado.

Procurei festejar com os seres da minha espécie

Essa inesquecível noite, entre os maravilhosos raios

De mel que não deixavam de cair.

De repente, toda a multidão voou num relâmpago

Através de foguetes que tinham sido mandados pelo

Barco da meia-noite que se encontrava no alto mar.

Quando o foguete me veio buscar, deixei-me ir

Com ele, suavemente. Quando lá cheguei deparei

Com o redor do barco embelezado com lindas

Cidades, vilas e aldeias.

O único arranha-céus lá existente era um comboio

De quinhentos andares, sendo o mesmo habitado

Por poetas e pintores onde os peixes voadores lhes

Fornecem os materiais através dos seus satélites

Fabricados por eles, entre as ondas quando

As mesmas se fazem sentir.

Lembro-me que quando acabava de fazer a visita

Ao comboio, fui abordado e abraçado por um

 Homem que aparentava os seus noventa e tal anos

Que habitava no interior de uma árvore carregada

De todo o tipo de frutos, e que fumava um

Cachimbo com cerca de cinco metros

De comprimento, projectando toneladas de cores

Para o exterior, dizendo-me que as fabulosas cores

Que o mesmo deitava, asseguravam as comunicações

Telefónicas para o barco, como para as restantes

Localidades do país.

                                                

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As Mulheres Da Cidade Das Estrelas | 16Jun2009 07:47:44

Publicado por: carlos américo

As mulheres da cidade das estrelas, todas elas são

De um metro e quarenta e cinco, são de cores

Verdes, azuis e alaranjadas, todos os seus cabelos

São loiros grisalhos.

Quando se fazem deslocar das suas habitações

Construídas de vidro, à rua, são sempre em grupos

De seis, sendo essa a lei que lá rege

Desde o princípio do mundo.

Toda a mulher com estas características no restante

Universo jamais poderá ser feliz em outros tipos

De civilizações, já que os seus pensamentos e as suas

Imaginações são antagónicas no mundo

 Que as rodeiam.

Acabando por ficarem sem células, onde os seus

Corpos ficam estáticos em quaisquer das ruas ou

 Em quaisquer dos locais que se possam encontrar,

Acabando pelos seus corpos inertes virem a ser

Destroçados pelo tráfego.

O primeiro e único transporte público da cidade

 É uma canoa construída de cana-de-açúcar e de papel

Floreado, tendo a mesma trinta mil metros

De comprimento por vinte e oito mil metros de largura

Que só é utilizada uma vez por ano,

Exactamente no dia cinco de Junho, dia de festa na

Cidade onde a canoa levanta voo com todas elas

Perante um vento imaginado.

Todas as mulheres da cidade são seres imortais já

Que são elas que fabricam todos os ingredientes

Da estrutura do ser humano, por isso, a mínima

Anomalia nos mesmos por elas sentidos, são

Instantaneamente substituídos.

O que não leva mais de oito segundos a sua

Substituição, sendo elas as detentoras da sabedoria

Inédita em relação ao mundo exterior.

Na cidade das estrelas não existem forças

Militarizadas nem civis, já que as mulheres de lá

Pensam e imaginam da mesma forma exacta, todo o

Poderio exterior está para lá voltado,

Apelando sem cessar para que elas explorem todos

Os ingredientes do ser humano para as clínicas mais

Famosas de todo este universo,

Assim como os seus pensamentos e as suas

Imaginações para todas as universidades deste mesmo

Universo.

Mas elas sempre ignoram

As exportações e importações de espécie alguma,

Assim como o dinheiro.

Há dias, caiu uma nave nos arredores da cidade

Que transportava um milhão e duzentos mil

Passageiros, todos eles anões, ficando todos

Destruídos, o que não demorou mais de trinta

Segundos o mesmo a levantar voo com toda a sua

Tripulação.

Quando um grupo delas decide sair à rua, todos os

Outros se fazem caminhar, uns via terrestre,

Outros suspensos no ar, cruzando-se entre

As lindíssimas noites que lhes dão luzes a brilharem.

                                               

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É Noite Na Serra Escura | 16Jun2009 07:45:55

Publicado por: carlos américo

Os comboios ancorados, em seu redor, sinalizam

Com luminosidade intermitente o número exacto

De Produção diária dos seus habitantes.

Os pensamentos dos seus habitantes

Que se encontram intactos, no interior dos comboios, há

Mais de um século e meio, cumprindo assim

O termines das suas promessas à sua santa padroeira.

Agora consigo ver a serra coberta de mantos de luz

- À sua população intacta e faminta a saírem dos

Seus comboios à rua em grandiosa festa.

Milhares de foguetes estoiram no chão.

Agora a serra está a ser invadida por navios cheios

De borboletas cor-de-rosas.

Entretanto os seus habitantes aproximam-se de suas

Fogueiras, a dançarem, aguardando com ansiedade

A chegada da sua santa padroeira à terra, que se faz

Descer no cimo do seu cavalo.

                                              

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Era Tudo Muito Lindo | 16Jun2009 07:44:02

Publicado por: carlos américo

Era tudo muito lindo:

Quando rajadas de amor penetravam nas linhas das

Mãos dos homens,

Era tudo muito lindo:

Quando os homens sabiam pensar.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens sabiam sentir.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens eram despojados do egoísmo.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens eram despojados da ingratidão.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens habitavam casas transparentes.

Era tudo muito lindo:

Quando as casas se faziam deslocar.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens construíam armas de flores

Selvagens.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens sabiam voar.

Era tudo muito lindo:

Quando os homens viviam sem leis.

                                               

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Cidade Nocturna | 16Jun2009 07:41:56

Publicado por: carlos américo

Na cidade nocturna, as casas são as cavernas dos

Seus seis milhões e quinhentos mil habitantes.

No centro da cidade existe uma taberna giratória

Climatérica com oitocentos metros de altura

Que alimenta a sobrevivência de toda a população,

Sendo atractiva a imensos visitantes vindos

De outros planetas, que entram diariamente na cidade

Pela noite dentro num luxuoso comboio marítimo.

Em sua recepção desfilam bailarinas carregadas

De mamilos que os colocam em cima das suas cabeças

Afim de não virem a ter problemas de perseguição

Com os polícias.

Na longínqua avenida que dá acesso à taberna, toda

Ela se encontra iluminada através de peixes

Abarrotados em gaiolas, que se deixam explodir

De grande alegria perante as multidões constantes dos

Seus visitantes.

Na entrada da cidade encontra-se um gigantesco

Aquário

Com uma monstruosa mosca no seu interior

A examinar o grau de sensibilidade a cada um dos

                                           Seus visitantes

                                           

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Barcos Negros | 16Jun2009 07:34:06

Publicado por: carlos américo

 

Levantaram-se barcos negros na cidade deserta.

Ao cair da noite os morcegos iluminam a cidade

Com suas cabeças onde se vêem poderosas forças

Militarizadas de toupeiras,

Apetrechadas de arsenais bélicos que percorrem

As ruas desertas.

Entretanto, olho a chegada de centenas de milhares

De aves peregrinas que transportam em suas bocas

Famintas aos habitantes da cidade desaparecidos.

Agora, olho amontoados insectos corpulentos

Que chegam espontaneamente a fim de saudarem a

Chegada da sua população, com crianças em seus